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Lucas
Galvão e Pedro Martins
Estudantes de Comunicação Social da UFMG
Teve
início em abril deste ano o plantio de espécies nativas
em trechos degradados de matas ciliares do Rio das Velhas. As professoras
do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (ICB) e membros
do Projeto Manuelzão, Maria Rita Muzzi e Nadja Sá, são
responsáveis pelo projeto. As áreas contempladas na primeira
iniciativa foram as regiões entre BH, Sabará e Nova Lima.
Abrangendo uma área de cerca de 150 km de extensão, o projeto
engloba as partes mais degradadas do Velhas.
Localizadas nas margens dos rios, as matas ciliares desempenham funções
vitais aos cursos dágua. Eles são responsáveis por
diminuir a erosão do solo, garantir a infiltração
da água, manter o lençol freático e, principalmente,
formar corredores ecológicos.
O objetivo do projeto Modelos de recuperação da mata ciliar
e nascente para a bacia do Rio das Velhas é aliar pesquisa, desenvolvimento
de tecnologia e recuperação de áreas degradadas.
Ano passado, as atividades de projeto foram voltadas principalmente para
a produção das mudas. Os 21 alunos voluntários vão
acompanhar espécies e áreas para avaliar as melhores técnicas
para o reflorestamento nas áreas degradadas, já que cada
área tem características próprias. Eles esperam,
com isso, oferecer uma solução para os reflorestamentos
em que as plantas não se desenvolviam e morriam. De acordo com
Nadja Sá, esse tipo de reflorestamento indiscriminado foi utilizado
há alguns anos pelas prefeituras dos municípios e pelo IEF
(Instituto Estadual de Florestas).
Uma das técnicas desenvolvidas é a introdução
de bactérias e fungos nas espécies nativas que estão
sendo plantadas. Esses microorganismos ajudam no crescimento das plantas
e, dessa maneira, o uso de adubos é reduzido ou mesmo eliminado.
Nadja explica que o projeto é de longo prazo e que, na próxima
etapa, será priorizado o plantio de mudas em Itabirito, Santa Luzia,
Raposos, e Taquaraçú, áreas muito degradadas. Tendo
com parceiros ICB, Projeto Manuelzão, Semad, prefeituras, Embrapa,
Epamig, e empresas, o projeto, atualmente, aguarda a disponibilização
de recursos pelo Ministério do Meio Ambiente.
(fonte: Jornal Manuelzão – número 35 – julho
de 2006).
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