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.: MEIO AMBIENTE/RESPONSABILIDADE SOCIAL
.: ENCONTRO AMBIENTAL

Aconteceu em Belo Horizonte, de 20 a 22 de setembro, no Teatro Sesiminas, o V Encontro Verde das Américas/Conferência das Américas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Dele participaram técnicos, políticos e autoridades ligadas à área, além de, simpatizantes do movimento pró meio ambiente.

.: MATA ATLÂNTICA CONTINUA SENDO DEVASTADA

E esta devastação corresponde a um campo de futebol a cada quatro minutos. É de deixar atônitos até os menos sensibilizados com a conservação das florestas! Com isto,se não forem tomadas atitudes enérgicas, em breve não teremos maisa Mata.

Hoje, a Mata Atlântica corresponde a apenas 7% do que era no princípio da colonização do país! Mesmo reduzida, ela está presente em 17 estados brasileiros e 60% da população brasileira vive onde houve o pedaço devastado da Mata Atlântica.

O sinal de perigo foi apresentando no Encontro Verde das Américas/Conferência das Américas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, realizado no Sesiminas, em Belo Horizonte.

A Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (AMDA) levou recentemente uma proposta ao governo estadual no sentido de incentivar os pequenos produtores que possuam áreas de preservação a continuarem a preservá-las.

O governo mineiro firmou um acordo de cooperação com o governo alemão, pelo qual recebeu R$ 50 milhões para serem utilizados na preservação da Mata Atlântica.

.: TRANSPOSIÇÃO DO VELHO CHICO


Presente no encontro e indagado sobre o projeto de transposição do Rio São Franciso, o deputado federal Sarney Filho, do Partido Verde (PV do Maranhão), se mostrou indignado com os bilhões de reais para a obra de transposição do rio, uma vez, que trata-se de obra de resultados duvidosos. Ao contrário, o investimento destinado à preservação do rio é ínfimo, diga-se, migalhas.

Quando Sarney foi ministro do meio ambiente, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, ele iniciou o projeto de revitalização do rio São Francisco, projeto que foi abandonado pelo atual governo.

.: RIO DOCE PEDE SOCORRO
O Rio Doce é hoje um rio que recebe esgoto de mais de 200 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Um primeiro Plano de Esgotos Sanitários para Despoluição da Bacia Hidrográfica do Rio Doce foi apresentado na Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais por ambientalistas e deputados. Uma Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, composta por deputados mineiros e capixabas, está lutando para a melhoria da situação do Rio Doce.

Foi dado destaque para a cidade mineira de Ipatinga, no Vale do Aço, a única em toda a bacia onde 100% de seus resíduos são tratados. Espera-se que as obras de despoluição se iniciem em 2006 e sejam concluídas com louvor até 2020. Prevê-se que este plano vá beneficiar, quando implementado, mais de 3 milhões de pessoas. Para a conclusão de todo o projeto serão necessários R$ 600 milhões.

O Rio Doce nasce em Minas Gerais, na serra da Mantiqueira, no Município de Ressaquinha, na Zona da Mata, e percorre 897 km até que, em Linhares, no Espírito Santo despeja suas águas no mar.
.: LIXÕES
Segundo dados oficiais, a maioria dos municípios mineiros ainda adota os “lixões” (528 dos 823). Em Minas Gerais existe o programa “Minas Sem Lixões” que já está trabalhando cidades que tenham representatividade na produção de lixo no estado. O objetivo é fazer com que essas cidade invistam em aterros sanitários dentro de padrões adequados.

O projeto preve também atuação em pequenos municípios com medidas de custo mais baixo como usinas de reciclagem. A lei estabelece que as cidades com menos de 30 mil habitantes não precisam de ter o aterro, mas devem ter uma disposição com tecnologia adequada.
.: EMPRESA CONVERTE RECURSOS DA RECICLAGEM EM BENEFÍCIOS PARA EMPREGADOS

Sempre preocupada em conscientizar seus colaboradores em relação à reciclagem, a empresa mineira Decoralita implementou a coleta seletiva de lixo interna. Depois passou a vender o seu lixo reciclável para empresas licenciadas pela Secretaria do Meio Ambiente de Minas Gerais. O dinheiro que arrecada é utilizado para promover melhorias para os empregados, como reconhecimento da colaboração de todos na separação correta do lixo, na pintura dos recipientes e todo o apoio dado.

As primeiras vendas efetuadas geraram recursos para aquisição de um “totó” para uso dos funcionários na hora do almoço.

Esta atitude de envolvimento e retribuição deve ser imitada por todas as empresas, de forma a incentivar a participação dos funcionários no processo da reciclagem interna.

.: FORÇA DOS FURACÕES

Estudos indicam que os furacões estão cada vez mais fortes. O aumento das categorias de furacões fortes coincide com a elevação da temperatura nas superfícies oceânicas.

Cientistas estudaram o número, a duração e a intensidade dos furacões de 1970 a 2004 e os resultados deixam uma preocupação: na década de 70, a média anual era de 10 furacões nas categorias 4 e 5 em todo o planeta. De 1990 para cá o número praticamente dobrou para 18.

Também está aumentando a quantidade dos furacões mais fortes em relação ao total. O maior aumento do número de furacões intensos foi verificado no norte e sudoeste do Oceano Pacífico e no norte e sul do Índico.

No entanto se constatou que houve uma diminuição no total de furacões e na média de sua longevidade.

E QUAL É O PAPEL DOS FURACÕES NO CLIMA GLOBAL?


Serão eles apenas uma catástofre ocasional? Qual a sua razão de ser?

Os cientistas estão trabalhando para identificar qual é o real papel dos furacões no clima do planeta. Segundo alguns, o seu papel é esfriar os oceanos, ao evaporar a água e redistribuir o calor para altitudes mais elevadas.

Os cientistas acham ainda que o problema é que não se sabe ainda como funciona a evaporação oceânica em casos em que os ventos sopram a mais de 160 km por hora como nos furacões. Entender isto é essencial para se relacionar as variações nas intensidades do fenômeno com as mudanças climáticas.

(fontes: O Tempo, Jornal do Commércio e Jornal da FIEMG)

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