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.: RECURSOS HUMANOS
.: IDADE X EMPREGABILIDADE

A experiência dos mais maduros está agora voltando a ser valorizada no mercado, antes muito focado na energia e na atualidade do conteúdo dos profissionais mais novos. As situações citadas são próprias para a realidade profissional que se vive: As pessoas, na maioria das vezes são as principais culpadas dos desprestígios que sofrem e põem a culpa no preconceito em relação à idade. São elas as culpadas em função da postura que adotam.

Sempre vemos nos filmes de treinamento empresarial aparecerem profissionais de idade avançada sendo valorizados e trabalhando com alto nível de resultados, diferentemente da realidade que existe no Brasil, onde ainda há muito preconceito em relação ao profissional “mais maduro” ou mesmo pelos próprios profissionais que se consideram “velhos” e se entregam a esta “realidade que eles mesmos criaram.

Felizmente este preconceito está mudando, pela postura das empresas e dos próprios profissionais: Pesquisa do IBGE mostra que em maio de 2005 os profissionais com mais de 50 anos representavam 15,4% da população ativa e em maio de 2006 representavam 18,1% desta mesma população ativa.

O que está levando então a esta alteração?

Hoje, uma entre cada três pessoas com mais de 50 anos não deixou o mercado de trabalho, forçada muitas vezes pela:

- Sua motivação própria em continuar crescendo;
- A continuidade do trabalho após aposentadoria por vontade pessoal ou necessidade de manutenção de renda;
- Pela mudança das regras de aposentadoria, que os leva a ter que se aposentar mais tarde ou a ter que continuar trabalhado por que a renda de aposentado não atenderia a suas necessidades;
- Pela situação da rendad de elhe seria a manter ou complementar uma renda que não teria se na aposentadoria.

Pelo que temos observado, para se afirmar e manter no mercado os profissionais mais maduros estão se cuidando e investindo especialmente:

- Em cuidados com o sem bem estar físico geral (exercícios e alimentação adequada). Isto vai lhes gerar mais vitalidade;
- Na busca do conhecimento dos próprios limites e não trabalhando como se o mundo fosse acabar no dia seguinte;
- No equilíbrio entre o trabalho, o lazer, a atualização profissional e a vida familiar. O que vai lhes permitir qualidade de vida e bem estar para se dedicar ao trabalho com boa disposição, qualidade e atuar como agente de bons relacionamentos interpessoais ;
- Na atualização profissional permanente, fazendo cursos de curta ou longa duração como especializações e MBA;
- No comportamento proativo e nas idéias e ações criativas;
- No enfrentamento e até mesmo busca de novos desafios que podem até mesmo estar em áreas distintas de sua formação original;
- Na procura da convivência com os mais novos, que estão se iniciando na vida profissional, aprendendo a sua linguagem, suas novas idéias, seu novos enfoques, seus valores e teorias, que também podem trazer contribuições para o seu crescimento;
- Na busca de convivências também com os “maduros’ também para aprender e para quebrar paradigmas;
- Na observância das tendências do mercado de trabalho (técnicas e novas abordagens, bem como aspectos de postura profissional mais valorizados pelas empresas);
- No questionamento dos próprios paradigmas;
- Na obtenção do feedback de todos (clientes externos e clientes internos) sobre o seu trabalho, para melhorar seu desempenho;
- Na valorização do diferencial dado pela aplicação do seu “expertise” e sua experiência acumulada, sem os efeitos danosos da paralisia de paradigma;
- Ao deixar claro pelas suas palavras e ações o seu comprometimento e sua fidelidade à empresa;

O profissional com estas novas posturas e em constante melhoria terá o seu “lugar ao sol” porque apresentará diferenciais que o manterão no mercado de trabalho, sem ser ameaçado a todo momento pelos mais jovens e sim sendo um referencial para eles e para a empresa.

AUTOR: FLÁVIO MARTINS DA COSTA

*Flávio Martins da Costa é consultor empresarial, palestrante e instrutor dos cursos “Desenvolvimento Gerencial”, “Administração de Pequenas Empresas” e “Administração Racional do Tempo, da FECOMÉRCIO/MG.

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