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Parcerias entre empresas, parcerias entre profissionais, parcerias entre entidades, parcerias entre governos e cidadãos...

Parcerias...parcerias...

O termo parece interessante, atraente, até mesmo mágico. Mas o que ele significa? É algo da moda?

Parece até modismo pela frequencia com que ocorre, mas não é, embora alguns façam parcerias influenciados “porque os outros estão fazendo e por isto deve dar certo...”

Em busca de uma definição, parceria pode ser considerada uma aliança entre duas ou mais pessoas, físicas ou jurídicas, que, em busca de um objetivo comum dividem responsabilidades e compartilham recursos.

A parceria pode acontecer entre pessoas, entre pessoa(s) e organização (ões), ou entre organizações.

Ela surge quando se precisa fazer algo e se entende que é melhor não fazer sozinho.
A parceria precisa ser enxergada primeiro como a condição necessária para se viabilizar o propósito ou os propósitos a que se destina

Embora apareça em outras esferas, no âmbito do trabalho e do mundo empresarial a parceria tem uma importância muito grande por ter o significado de somar, de unir forças para se conseguir melhores resultados e/ou qualidade e/ou agilidade. Numa boa parceria se visa a sinergia, que é quando o resultado é maior do que a simples soma das partes..

A parceria é uma necessidade do mundo moderno competitivo e exigente. Ela não pode ser de exclusivo interesse individual. Ela precisa ser viável e interessante técnica e economicamente para os parceiros quanto para quem é alvo dos esforços empreendidos pela parceria.

Os que trabalham na parceria devem ter vantagens técnicas e retribuição (pecuniária ou não) satisfatórias e motivantes. Deve-se buscar sempre a relação ganha-ganha, mesmo que por algum motivo claramente colocado, e efetivamente aceito, alguém possa ter mais retribuição do que o outro

Devem haver regras claramente definidas – e aceitas (não impostas). Um contrato explícito, detalhado, transparente, formalizado ou não. Negociado e pactuado. Sem dúvidas restantes ou ao menos “um mínimo” a resolver.

Um contrato que preveja também por quanto tempo esta parceria vá durar ou como ela pode acabar.

Os parceiros ter respeito mútuo, confiança, “boas intenções”, transparência, ética e lealdade e também disposição para dar e receber críticas construtivas. O coração e mente devem estar sempre abertos para o outro. A disposição de ceder espaço para outro não deve ser menos do que a máxima.

Os objetivos e estratégias devem ser claramente estabelecidos em conjunto para que se saiba onde se quer chegar e qual o caminho a percorrer.

Para bons resultados, na parceria deve haver profundo comprometimento e envolvimento das partes, cada um sabendo o como que o outro e ele próprio pode colaborar e dar de melhor.

Também é necessário acompanhar o trabalho do outro e estar sempre pronto a ajudar e procurar saber como dar condições para que o outro se mantenha motivado e “dê o seu melhor”.

Neste comprometimento as partes devem caminhar “ombro a ombro” ou “mãos dadas” rumo ao objetivo.

A parceria deve ter uma alma, uma identidade, um elo comum que una os participantes e que os faça caminhar juntos e enfrentar adversidades, “indo fundo” para superá-las e ao mesmo tempo encontrando caminhos de crescimento mútuo e poder juntos comemorar os resultados positivos.

Essa é a verdadeira parceria: um trabalho conjunto onde seus componentes caminham junto para alcançar os resultados solicitados e até mesmo superando-os, por força do comprometimento e do envolvimento com alto grau de motivação, companheirismo e sobretudo crescimento profissional e pessoal. Uma parceria que não termina nunca, mesmo que os objetivos propostos já tenham sido alcançados e os participantes tenham seguido outros caminhos porque resta a lembrança das boas experiências e a satisfação dos resultados alcançados e do crescimento comum, que não vai acabar nunca e vai gerar aproveitamento por toda a vida.

AUTOR: FLÁVIO MARTINS DA COSTA

*Flávio Martins da Costa é consultor empresarial, palestrante e instrutor dos cursos “Desenvolvimento Gerencial”, “Administração de Pequenas Empresas” e “Administração Racional do Tempo, da FECOMÉRCIO/MG.

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