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RECURSOS HUMANOS |
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DERROTA NA COPA DO MUNDO |
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JA DERROTA DO BRASIL NA COPA, A REFLEXÃO DO SENTIDO DO TRABALHO EM EQUIPE, MOTIVAÇÃO, LIDERANÇA E COMPROMETIMENTO. Flávio Martins da Costa
Como explicar a sua derrota?
Muito simples: Faltou Sentido de Equipe Podemos conceituar como grupo um conjunto de pessoas que interagem entre si, umas influenciando as outras e equipe um grupo especial onde há também uma elevada interdependência entre as pessoas e uma identidade, um senso comum, um vinculo emocional que as una, observado e comportamentos que visem o bem comum . Uma equipe está sempre buscando resultados de interesse comum decorrente da necessidade de atingir metas e objetivos. O time brasileiro era apenas um agrupamento de craques, os melhores do mundo, mas não havia entrosamento, um envolvimento que levasse a melhores resultados. Muito individualismo, muito “estrelismo”. Este entrosamento aliado à falta de uma liderança pesou muito nos resultados. E neste sentido o que é um líder? Líder é aquele que é seguido, respeitado e obedecido, que consegue unir o grupo, representá-lo e levá-lo coeso à perseguição e à defesa dos anseios comuns, que possui grande identificação com seus companheiros, com os quais mantém bom relacionamento. Numa equipe o líder pode transformar um grupo desarticulado em equipe coesa ou sua falta pode fazer com que a equipe articulada se tranforme novamente em equipe desarticulada. O papel do lider em uma equipe é, entre outros, fortalecer os laços emocionais que une os seus componentes e se o técnico era líder não cumpriu este papel de fortalecer os laços emocionais. A liderança é capacidade que algumas pessoas possuem de conseguir que outras, de modo espontâneo ultrapassem o estabelecido formalmente José Osmir Fiorelli As pessoas do grupo da seleção brasileira nem conseguiram atingir o estabelecido formalmente, que dirá ultrapassar... A seleção brasileira, e não equipe, precisava de um líder tanto a nível externo, fora de campo, quanto líder interno, que estimulasse os jogadores. Haviam capitães que nada mais eram os que ostentavam a braçadeira. Que saudade do Dunga empurrando a seleção para frente ou do Felipão, líder externo ao campo. Sem equipe e sem liderança não há o que chamamos de sinergia, onde o resultado é maior que a simples soma das partes. É a equação “amatemática” onde 2+2=5, por exemplo. Na sinergia o trabalho em equipe orquestrado por um líder, faz com que os membros somem mutuamente as suas qualidades e eliminem mutuamente os seus defeitos. E
motivação, ou motivo para ação? Não
havia. Quando a motivação é ligada diretamente à
satisfação da necessidades ainda não satisfeitas.
O que mais o jogadores-astros precisam? Precisam fazer parte da seleção
e pronto! Eles estão na seleção por este motivo,
necessidade que já foi alcançada. Não têm mais
motivo para a ação. Motivação eles têm
nos times estrangeiros onde jogam e onde têm que mostrar resultados
ou do contrário estão fora! Quer ver garra dos jogadores-astro,
basta ver um jogo deles no time europeu onde ganham milhões. É
muito diferente da atuação deles na seleção.
E
faltou comprometimento, determinação, a “atitude”
falada por Galvão Bueno, o compromisso e ação em
campo, a garra para correr atrás dos bons resultados, que levariam
ao Brasil a conquistar mais um titulo pois era o melhor time em campo
entre todos os participantes da copa, como dizia toda a imprensa especializada,
como apostavam nas Bolsa de Apostas de Londres e como corria solto em
todo o planeta, era a seleção dos sonhos do futebol internacional,
os melhores jogadores do mundo reunidos. Mas infelizmente, não
era uma equipe... |
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