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.: RECURSOS HUMANOS
.: ACIDENTES DO TRABALHO E DOENÇAS OCUPACIONAIS PREOCUPAM MAIS

Na sexta feira, dia 18 de abril, foi comemorado, ou lembrado, já que o assunto é muito triste, o ‘Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

A despeito do que tem sido feito, o número de acidentes do trabalho no Brasil, bem com de doenças ocupacionais tem aumentado ano a ano.

As ocorrências de acidentes do trabalho mais graves, mesmo não sendo as mais numerosas, são constatadas nos setores da construção civil, de mineração, de transportes e metalurgia.
Em termos nacionais os números apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego são alarmantes:

Total de Acidentes do Trabalho:

Em 2002 ocorreram 393.071 acidentes do trabalho, em 2003 foram 399.077 e em 2004 aconteceram 458.956 acidentes do trabalho.

Acidentes do Trabalho com Invalidez Permanente:
Em 2002 foram 15.259, em 2003 tivemos 13.416 casos e em 2004 foram 12.563 ocorrências.

Mortes em acidentes do trabalho: Em 2002 aconteceram 2.968 óbitos, em 2003 foram 2.674

casos, e em 2004 ocorreram 2.801 óbitos.
O que é ainda mais alarmante é que as estatísticas se referem apenas a dados notificados.
Além dos acidentes do trabalho, as doenças ocupacionais também vitimam os trabalhadores. Eis as doenças mais comuns:

Bancários: Estresse e depressão

Telemarketing: Estresse

Professores: Estresse

Digitadores, Costureiras e outros profissionais com atividades manuais repetitivas: LER - Lesões por Esforços Repetitivos.

As causas para estas doenças ocupacionais são diversas: além dos esforços repetitivos, existem as pressões por produtividade/resultados, jornada excessiva de trabalho, ambiente insalubre, má remuneração e até mesmo falta de conscientização do trabalhador.

O QUE FAZER?

Para reduzir tanto as doenças ocupacionais como os acidentes do trabalho muitas são as providências que devem ser tomadas, entre elas é necessária uma quádrupla conscientização e conjunto de ações:

Das autoridades, na intensificação da fiscalização (que deve atuar não apenas como repressora, mas como orientadora), atualizar as normas e legislação e desenvolver programas de educação/conscientização dos empresários, trabalhadores e órgãos de classe;

Dos empresários no procurar entender mais as normas que devem obedecer, na criação de programas para educação deles próprios e dos trabalhadores e na criação de condições de segurança no trabalho e melhoria no ambiente geral para redução do estresse e de outras doenças ocupacionais.

Dos trabalhadores na busca do entendimento do comportamento que devem ter no aspecto preventivo de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

Dos sindicatos e demais órgão de classe para atuarem como educadores de empresários e empregados visando ações preventivas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

Assim teremos um esforço conjunto para redução de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, para o alcance da qualidade de vida do trabalhador e seus familiares e para que, além do ‘Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho” tenhamos a comemoração do “Dia Nacional da Redução dos Acidentes e Doenças do Trabalho”
.

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