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.: RECURSOS HUMANOS
.: TTREINAMENTO: EXECUTIVO, VOCÊ É O RESPONSÁLVEL

Flávio Martins da Costa

Sabemos hoje que uma equipe treinada e motivada faz a diferença de uma organização para outra, diferença na maioria das vezes expressa em competitividade e imagem da empresa.
No entanto, muitos empresários ainda enxergam treinamento como custo, sendo que na realidade são investimentos que geram resultados!

Evidentemente que para o treinamento dar resultados deve ser adequado às necessidades do treinando e empresa além de ser de qualidade.

Após a realização do treinamento, muitas empresas acabam deixando por conta do profissional recém-treinado a aplicação prática das técnicas e conceitos aprendidos. Isto não deve ficar restrito a ele. É fundamental que a empresa seja a primeira a avaliar criticamente e incentivar a aplicação prática do treinamento. Afinal, ela investiu e precisa ter o retorno de seu investimento! Além disto os resultados positivos poderão dar segurança a ela para encaminhar outros profissionais para o mesmo treinamento ou a outros treinamentos na mesma instituição.
E quem é o responsável por treinamento na empresa?

Na maioria das vezes, quando se fala em responsabilidade por treinamento sempre se pensa no órgão de recursos humanos ou responsável pela administração de pessoal da empresa.
Na verdade, quem são os responsáveis pelo treinamento na empresa são os executivos, os supervisores imediatos, que devem ser parte ativa no processo em vários pontos:

1. Criando uma política permanente de treinamento e desenvolvimento para a organização, em todas as áreas (operacional, administrativa e comercial) e até mesmo para os executivos;

2. Elaborando planos anuais – e flexíveis – de treinamentos;

3. Cobrando ações efetivas da área responsável por recursos humanos ou administração de pessoal da empresa;

4. Dando o exemplo, ao se inscreverem em treinamentos

Infelizmente muitos se acham auto-suficientes e porque “chegaram lá” não precisam de treinamento

Outros sabem a importância dos treinamentos e costumam estar junto com seus subordinados dando o exemplo interesse e muitas vezes destacando-se pela participação (como palestrante e instrutor de diversos cursos tenho muitos e “felizes” exemplos de dirigentes de empresas em meus treinamentos)

5. Buscando avaliar permanentemente o desempenho de seus subordinados e aí identificar as ações de melhoria do desempenho que muitas vezes poderão ser treinamentos;

6. Pesquisando as formas de preparação de funcionários quando assumem novas funções/atividades;

7. Na avaliação de resultados, no acompanhamento após treinamento, porque não se pode “treinar por treinar” ou “treinar para dizer que se treinou”.

Nesta avaliação o executivo deve fazer uma pergunta a si mesmo: O que tenho feito ou deveria fazer para avaliar, facilitar e incentivar a aplicação dos conceitos e técnicas obtidos pelos subordinados no treinamento?

Antes, durante e após os treinamentos, o supervisor imediato do treinando, deve:

Antes
Conversar com o subordinado sobre o treinamento e os resultados esperados, bem como mostrar que o treinamento é considerado muito importante para a empresa;

Criar condições de apoio e mostrar ao subordinado que ele pode participar do treinamento sem estar preocupado com o seu dia-a-dia no trabalho e que não haverão interferências durante o treinamento.

Durante
Se for treinamento interno e o executivo não vai participar, ele deve estar presente na abertura e encerramento do curso, pelo menos.

Se possível “aparecer de vez em quando” no treinamento interno, não com atitudes de fiscalização, mas de apoio, de incentivo.

Se for treinamento interno e o executivo vai participar, deve ter o bom senso de deixar de lado na maioria das vezes a sua diferenciação hierárquica (tive felizes experiências em meus cursos, inclusive com a participação de “Secretário de Estado” e presidentes de empresas, que deixaram de lado a hierarquia e conseguiram esplêndida motivação de seu pessoal)

Se o treinamento for externo e o executivo não for participar, deve eventualmente contatar o subordinado em atitude de incentivo, perguntando como vai o curso e mostrando a ele que “as coisas na empresa” estão sob controle (é claro que se tiver algo que somente o subordinado pode resolver, deverá buscar a sua participação, mas evitando a todo custo interromper o treinamento).

Incentivar o subordinado a aprender com a experiência dos outros treinandos de outras empresas.

Após
Imediatamente após fazer uma avaliação com o subordinado sobre o treinamento, conteúdo, instituição, instrutores, material de apoio, etc (sugerimos em anexo modelo de formulário que utilizamos na prática);

Mostrar a ele a sua satisfação com a participação dele no treinamento;

Elaborar com o recém-treinado um planejamento para a aplicação prática do que foi aprendido;

Quando possível, utilizá-lo como multiplicador;

Encaminhar a ele textos, vídeos e livros que possam complementar ou reforçar o que foi aprendido;

Após 90 dias do treinamento, fazer uma avaliação de resultados.

Com estes procedimentos o executivo terá participado ativamente de uma das mais importantes ações para o desenvolvimento de subordinados! E este é um de seus mais significativos papéis!
Na próxima edição de “Gestão e Sucesso” estaremos apresentando algumas recomendações para levantamento de necessidades de treinamento e identificação de fontes de treinamento.

.: O AUTOR

*Flávio Martins da Costa é consultor empresarial, palestrante e instrutor dos cursos “Desenvolvimento Gerencial”, “Administração de Pequenas Empresas” e “Administração Racional do Tempo, da FECOMÉRCIO/MG.

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