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.: COM BASE NOVA, IBGE REVISA PARA CIMA O PIB BRASILEIRO DE 2002 A 2005

Mudanças na sistemática de cálculo do PIB fazem com que agora as contas nacionais passem a contar como referência dados de 2000 e abrangem pesquisas anuais de Indústria, Comércio, Serviços, Construção Civil e pesquisas domiciliares. Na sistemática anterior a referência era o ano de 1985 e dos dados do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas também compõem a nova base.

Agora são 56 atividades econômicas e 110 produtos, contra 43 atividades econômicas e 80 produtos calculados anteriormente. Haverá a troca do Setor de Telecomunicações por “Serviços de Informações”. Além de telecomunicações ele contará também com consultoria em hardware, processamento de dados, atividade de banco de dados e distribuição “on-line”, atividade cinematográfica, atividades de rádio e agências de notícias.

Nesta nova metodologia, a depreciação dos ativos do governo passa a fazer parte do cálculo o PIB. Assim, a estimativa do crescimento real do governo, que pesa 15% do total do produto foi ampliada. Dessa forma o valor bruto da produção do governo passará a ser feito pela soma dos gastos do custeio (consumo intermediário), as remunerações dos funcionários e o consumo de capital (depreciação).

O terceiro setor, como ONG’s são agora contabilizados sob a ótica da demanda, ao lado do consumo do governo, consumo das famílias, formação bruta do capital fixo e exportação e importação.

Já a atividade de intermediação financeira, por exemplo, ganhou maior abrangência e passam a ser contabilizados os fundos de investimentos..

COM ESTE NOVO CÁLCULO FICAM REVISADOS PARA CIMA OS PIB’s DE 2002 A 2005
(DENTRO DO GOVERNO LULA)

ANO PIB ANTERIOR (%) NOVO PIB (%)
2002 1,9 2,7
2003 0,5 1,1
2004 4,9 5,7
2005 2,3 2,9


BRASIL PRECISA CRESCER MUITO
As desigualdades brasileiras não vão diminuir a contento e a justiça social não ocorrerá se não houver crescimento econômico para gerar empregos de qualidade e renda para gerar bem estar social e progresso. O Brasil anda em passo de tartaruga e é passado pela maioria dos países do mundo. A simples mudança de sistemática de cálculo do PIB não vai resolver o problema do crescimento e nos moldes que foi implantada nos parece ter mais objetivos políticos de perpetuação de quem está no poder do que para dar solução aos problemas econômicos, pois tem ênfase no período que se inicia no inicio do mandato do atual ocupante do Palácio do Planalto.

Em workshop “Política Industrial e Aceleração do Crescimento: Desafios e Oportunidades, relaizado pelo Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico da Confederação Nacional da Indústria (CNI) os participantes defenderam a tese de que o Brasil pode crescer a uma taxa de 7% a 8% ao ano sem gerar inflação. Nesta tese para acelerar o ritmo do crescimento, é necessária a adoção de um novo modelo de desenvolvimento, que passa pela queda da taxa de juros, uma nova política de câmbio e mais investimento em infra-estrutura, especialmente.

Já a revista “The Economist” da semana passada comentou a revisão do PIB-Produto Interno Bruto brasileiro nos últimos anos dizendo que os novos números, apesar do crescimento brasileiro ser ainda inferior ao mundial é um pouco mais respeitável.

RECUPERAÇÃO DA INDÚSTRIA
No mês de janeiro deste ano as vendas da indústria apresentaram crescimento em janeiro de 3% em relação a dezembro de 2006. Estes dados já estão livres da influência de situações sazonais. Foi o que constou do boletim “Indicadores Sazonais” divulgado dia 22 deste pela Confederação Nacional da Indústria – CNI.

O liderança do crescimento ficou com os setores de produtos químicos e de petróleo e alcool. Já o emprego industrial ficou estável, com leve expansão de 0,2%.

SALÁRIOS EM RECUPERAÇÃO
Conforme Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais publicado pelo Departamento Itersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), 86% das 656 negociações de reajuste salarial acompanhadas pela instituição conseguiram reajustes acima da inflação acumulada até a data-base da categoria. E em 96% os trabalhadores conseguiram pelo menos a reposição da inflação até a data-base da categoria.

FÓRUM DE EXECUTIVOS BRASIL-EUA
O governo norte-americano vai promover a criação de um fórum onde participarão apenas os presidentes e executivos-chefes de empresas sediadas em um dos dois países e que façam negócios em ambos. E não há requisito de tamanho de empresa: podem participar pequenas, médias e grandes empresas.

Serão realizadas duas grandes reuniões anuais, sendo uma nos EUA e outra no Brasil. O objetivo é promover parcerias comerciais, como também de ouvir recomendações do setor privado para fortalecer os laços Brasil-EUA, promover o investimento e comércio bilaterais, promover o intercâmbio econômico e tecnlógico, criar soluções em educação e desenvolvimento da mão-de-obra, possibilitar o acesso dos empresários a altos funcionários dos dois governos e aumentar a competitividade das empresas participantes nos mercados globais. Esta é uma oportunidade excepcional para as pequenas e médias empresas brasileiras que queiram entrar no mercado americano, fazer parcerias e crescer.

Os empresários que quiserem participar devem se inscrever até o dia 20 de abril. Não serão dadas ajudas de custo: as despesas de viagem correm por conta dos participantes e cada governo formará um comissão composta por seis a oito membros do setor privado, com visões e interesses diferentes.

O site para inscrição é http://trade.gov/press/press-relases/2007/brazil-ceo_01.asp (fonte: Diário do Comércio e internet).

PAC EM “MARCHA LENTA”
Em documento encaminhado ao governo, Associação Brasileira da Infra-estrutura e das Indústris de Base (Abidib) em documento enviado ao governo afirmou que depois de dois meses, a condução do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, nas áreas de transporte e energia está encontrando dificuldades para ter avanços, tendo havido pouca evolução em obras fundamentais e projetos importantes nos setores de transportes e energia elétrica ainda tramitam lentamente na burocracia estatal. Entre eles está o da segunda fase do programa de concessão de rodovias federais, suspensa desde janeiro e correndo o risco de não haver a transferência para iniciativa privada este ano. Também andam atrasados a licitação da usina do rio Madeira, projetos públicos e privados listados no PAC, medidas de desoneração de PIS e COFINS nos projetos de investimentos nas obras de infra-estrutura, mudanças na lei de licitações, entre outras...

Já em Londres, o embaixador britânico no Brasil, Peter Collecott, em palestra no Canning House, centro de estudos para América Latina, expressou seu ceticismo em relação ao Plano de Aceleração do Crescimento - PAC e lamentou a falta de perspectivas para reformas estruturais e disse que não existe no Brasil um apetite por reformas econômicas e políticas.

APETITE DO “LEÃO”

Lula vetou a Emenda 3 que impedia os fiscais de multar prestadores de serviço que se constituíam em empresas para pagar menos imposto. E agora mandou projeto de lei alternativo que acirrou a polêmica pois amplia o poder de fogo da Receita Federal contra os contribuintes em geral e não apenas contra as empresas formadas por profissionais.

Além disto o polêmico projeto alternativo prejudica o planejamento tributário das empresas que buscam através de processos técnicos diminuir o pagamento de tributos através de fusão, cisão, etc. O projeto permite que os fiscais desconsiderem os atos jurídicos para fins tributários.

O projeto, assim como o veto, não foi bem recebido por tributaristas que avaliam que o melhor caminho é a derrubada do veto presidencial.

ACESSO PEQUENO À REDE
Segundo estudo divulgado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 32,1 milhões de brasileiros com mais de 10 anos acessaram a internet em 2005,o que significa que 79% da população nunca acessou a rede. A pesquisa do IBGE que deu base para estas informações indicou o perfil dos que não usam a internet: são mais velhos, têm menos estudos e ganham menos que os que usam mais a web.

Do total de usuários da internet 16,2 milhões eram homens, donde se conclui que, entre eles e eles, está dando praticamente empate na rede.

CRESCIMENTO DA INTERNET RESIDENCIAL
Pesquisa do Ibope apurou que o total de usuários ativos da internet residencial brasileira cresceu 6,3% em fevereiro deste ano em relação ao ano anterior. Em fevereiro deste ano foram contabilizados 14,1 milhões de usuários na internet contra 13,24 milhões no ano passado. As informações da empresa especializada privada estão bem mais fresquinhas...

AGRONEGÓCIO BRASILEIRO
No ano de 2006 o agronegócio brasileiro gerou um PIB-Produto Interno Bruto de R$ 540 bilhões, mas a agricultura cresceu 2,6% enquanto que a pecuária caiu 4,7%. Segundo técnicos do setor a pecuária deve apresentar crescimento em 2007, pois está apresentando tendências de recuperação. Havendo descrenças com relação à suinocultura.

GOL – NOVA PROMOÇÃO
A GOL lançou pela terceira vez a promoção ‘Viaje por R$ 50,00”. Lançada no dia 22 de março, durará até o dia 21 de maio, das 22 às 6 horas.

Durante esta promoção a Gol venderá passagens para diversos destinos por apens R$ 50,00. Durante os finais de semana as tarifas promocionais estarão disponíveis das 22 horas de sexta feira até as 6 horas de segunda feira, sem intevalo.

LENTIDÃO NA “ADMINISTRAÇÃO AÉREA”
Em reunião com pessoas ligadas ao controle do tráfego aéreo, o ministro da Defesa Waldir Pires ou as preocupações com as prometidas mudanças no gerenciamento do setor que ainda não ocorreram e com a insatisfação dos controladores de vôo que, entre muitas, perdeu a confiança nas chefias e está muito desmotivado em função das posturas adotadas pelo ex-comandante Luiz Carlos Bueno, que andou punindo comportamentos e iniciativas que se faziam necessárias.


O ministro comunicou no dia 22 a criação de um “gabinete de crise” para acompanhar semanalmente a evolução das soluções dadas para cada área com o objetivo de acabar com os atrasos nos aeroportos.

O ministro aproveitou para dizer que a Semana Santa será tranquila para todos mas preferiu não dar prazo para uma solução e voltou a uma velha e habitual desculpa do atual governo de colocar a culpa em décadas de má gestão na infra-estrutura. E parece que vai se concentrar na prioridade do governo: a discussão e distribuição da “fatias” do poder. Até que a reforma ministerial acabe, até que a definição do segundo escalão acabe, até que a definição do terceiro escalão acabe....E até que a crise aérea por si só acabe?

MINAS COMUNICA
O governo mineiro, criou e já definiu quais empresas de telefonia celular vão executar o programa Minas Comunica, que pretende levar a telefonia celular a 100% dos municípios mineiros até outubro de 2008. Serão a Claro, a Oi e a Telemig Celular. Os 412 municípios sem telefonia celular serão divididos em três grupos, que variam de 127 a 151 cidades. Cada empresa ficará com um lote.

PIB MINEIRO AVANÇOU 3,7% EM 2006
O PIB mineiro cresceu 3,75 em 2006, abaixo do crescimento do ano anterior (2005), que foi de 4,7%. Mesmo assim ficou bem acima da média nacional, que se situou em 2,9%. Já no último trimestre do ano o crescimento do estado foi de 4,8%.

O crescimento do PIB da agropecuária mineira ajudou muito o estado: 6% . Os produtos do agronegócio que mais fizeram subir o índice foram o café e a cana-de-açúcar. Os grãos (excluindo o café) apresentaram declínio de 10%.

A indústria cresceu 4,6% com destaque para indústria extrativa mineral (8,8%) e a construção civil (6,9%). O setor de serviços teve um acréscimo de 2,1%. As regiões do estado que mais cresceram foram a central , zona da mata e noroeste.

.: NOTAS DE SUCESSO

MRV
Na décima segunda edição do Top of Mind – Marcas de Sucesso, a MRV, entre as construtoras se destacou pela quinta vez como a número na categoria liderança. Com 41,8% das respostas nas pesquisas, foi a marca mais lembrada pelo público no setor de construção residencial.


TAM
A empresa elevou obteve lucro de R$ 134,9 milhões no quarto trimestre de 2006, 36% maior do que o obtido em igual período de 2006. Os resultados foram impulsionados pelo aumento de demanda e melhoria operacional.

.: PESQUISA: SONDAGEM DO COMÉRCIO LOJISTA DE BELO HORIZONTE

MARÇO/2007

Lojistas mais otimistas

Empresários apresentam expectativas de melhores vendas em março/07, ao contrário do quadro demonstrado no mês de fevereiro.

A Sondagem do Comércio Lojista de Belo Horizonte, realizada pelo Departamento Econômico da Fecomércio Minas, identificou que 72% dos lojistas acreditam em vendas melhores ante as realizadas em fevereiro/07; 22% apostam no empate e apenas 6% responderam que as vendas tendem a reduzir.

No comparativo dos meses de março/2007 e março/2006 o destaque é o maior número de empresários que estimam vendas melhores em março/07, o aumento daqueles que apostam em empate e a menor projeção de recuo. Todos indicativos revelam a postura mais “animada” em relação aos negócios. A sazonalidade natural do mês estimula as perspectivas varejistas, devido ao maior número de dias úteis, que não conta com feriados, e a proximidade da comemoração da Páscoa. Por outro lado, a postura mais conservadora nas estimativas pode sinalizar a possível acomodação do mercado consumidor que ainda conta com alto comprometimento financeiro da renda e com o peso da agenda tributária que domina o primeiro trimestre do ano.

Confira a íntegra da Sondagem do Comércio Lojista de BH.

.: PESQUISA DE ENDIVIDAMENTO DO CONSUMIDOR DE BELO HORIZONTE

Inadimplência em alta: Renda comprometida para os próximos meses é a realidade da maioria dos consumidores de BH

A renda do consumidor está mais comprometida nos próximos meses. Na pesquisa sobre o Endividamento do Consumidor de Belo Horizonte, realizada este mês, 77,7% dos entrevistados disseram estar endividados, um resultado bastante superior ao mês de outubro de 2006 (43,5%). As compras de fim de ano, combinadas aos compromissos tributários de início de ano, podem ser responsáveis por este alto nível de comprometimento. Ao longo de 2006, a força do crédito se deu pelo acesso facilitado, foram criadas linhas especiais no crediário, e pelo dilatamento dos prazos de pagamentos. Os valores menores das parcelas sobre renda atuaram como fator de estímulo para a propensão ao endividamento.

Confira a íntegra da pesquisa realizada pelo Departamento Econômico da Fecomércio Minas.

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