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PROPOSTA DA VARIGLOG PELA VARIG GARANTE PROGRAMA DE MILHAGEM

O juiz Paulo Roberto Fragoso, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, informou na sexta-feira, dia 30, que a proposta de compra da Varig pela VarigLog garante o cumprimento do programa de milhagens da empresa Smiles, assim como contempla um aporte de recursos no fundo de pensão Aerus.

Além disso, o juiz afirmou que a proposta da ex-subsidiária da companhia aérea pela denominada Varig Operacional mantém em operação a chamada Varig Comercial - que permanecerá com os passivos da Varig-, pois assegura remuneração para os credores.

SECA REDUZ SAFRA AGRÍCOLA DE 2005 EM 5,2%
A falta de chuvas nas principais regiões produtoras do país fez a safra agrícola de 2005 cair 5,2% em relação à de 2004 e 8,8% na comparação com a produção nacional de 2003, a maior de todos os tempos. A produção em 2005 foi de 112,6 milhões de toneladas, contra 124,2 milhões de toneladas em 2003.

Segundo a Agência Brasil, órgão oficial de divulgação do governo federal, os produtos que mais sentiram os efeitos da seca foram o milho (-6,6 milhões de toneladas) e o trigo (-1,1 milhão de toneladas). As informações estão na publicação sobre a produção agrícola municipal 2005 divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo revela que, embora a área plantada no país em 2005 tenha aumentado em aproximadamente 736 mil hectares, em função da expansão da soja (8,5%), houve redução na área plantada do milho (-4,7%), trigo (-15,9%) e do feijão (-8,3%).

De acordo com o levantamento, além das condições climáticas desfavoráveis, os agricultores enfrentaram dificuldades para renegociar dívidas, escoar a produção, conseguir créditos e melhores preços. O valor da produção em 2005, de R$ 48,2 bilhões também foi menor em relação a 2004. A queda foi de 24%.

SUPERÁVIT PRIMÁRIO DE MAIO CAI 67,6% EM ABRIL
Apesar da queda de 67,6% do superávit primário em maio, em relação a abril, o Banco Central (BC) não vê tendência de deterioração no ajuste fiscal. " Nada indica redução de comportamento ou qualquer problema para cumprimento da meta " , disse o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Luiz Malan.

A economia para o pagamento de juros da dívida ficou em R$ 6,3 bilhões, ante R$ 19,4 bilhões em abril. Malan prefere destacar que no acumulado de cinco meses, o resultado fiscal corresponde a 5,79% do Produto Interno Bruto (PIB) ou R$ 46,71 bilhões.

EVO MORALES QUER REUNIÃO COM LULA PARA AUMENTAR PREÇO DO GÁS
O presidente boliviano, o socialista Evo Morales, anunciou neste sábado que quer uma reunião pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para negociar um novo preço do gás que a Bolívia exporta para o Brasil.

Morales informou que aproveitará a Cúpula do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), que acontece terça-feira em Caracas para oficializar a adesão da Venezuela ao bloco, para falar com o presidente brasileiro.

"Quero aproveitar a reunião de presidentes do Mercosul, que será realizada na Venezuela, para me reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de dois temas: a elevação do preço do gás e o aumento do volume de exportação para o Brasil", explicou.

Morales fez este anúncio na inauguração do processo de comercialização de hidrocarbonetos da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que após a nacionalização em 1º de maio será a principal empresa encarregada deste serviço no país, segundo a agência oficial de notícias.

FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS CRESCEU 9% ATÉ ABRIL
A carteira de financiamentos de veículos apresentou um crescimento de 9% no primeiro quadrimestre deste ano em comparação ao final de 2005, subindo de R$ 50,6 bilhões para R$ 55,3 bilhões. Este acréscimo foi estimulado pelos R$ 15,6 bilhões liberados pelo Sistema Financeiro Nacional para financiamento de veículos, montante 28,5% superior ao mesmo período do ano passado.

O crescimento do número de financiamentos é acompanhado pela indústria, que apresentou uma produção acumulada de cerca de 836 mil automóveis e 454 mil motocicletas nos primeiros quatro meses do ano. Estes números são 5% e 17,3% maiores do que os registrados no mesmo período de 2005, respectivamente. Já o licenciamento de automóveis cresceu 7,9% (548 mil unidades) e o de motocicletas 28,1% (391 mil unidades), em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado.

O prazo médio para os financiamentos também aumentou de 15,7 meses para 16,5 meses, com crescimento de 5%.

CARGA TRIBUTÁRIA SUPERA 40% DO PIB
Nos primeiros três meses deste ano, a carga tributária brasileira atingiu 40,69% do Produto Interno Bruto (PIB). O volume total foi de 194,87 bilhões de reais, ante 180,67 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2005. O PIB totalizou 478,9 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2006. A carga tributária equivale à soma da arrecadação de todos os tributos federais, estaduais e municipais.

Segundo um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), no primeiro trimestre de 2005 a carga tributária foi de 41,23% do PIB. "Apesar de apresentar leve queda em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o índice de arrecadação da União, Estados e municípios continua com muita substância", diz o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral. Ele afirma que a carga tributária brasileira continua a ser um entrave ao crescimento da economia do país.

De acordo com Amaral, é tradicionalmente no primeiro trimestre de cada ano que o índice atinge seu maior nível, devido à baixa atividade econômica e à concentração do vencimento de tributos como Imposto de Renda, IPVA e IPTU.

OURO É O MELHOR INVESTIMENTO DO PRIMEIRO SEMESTRE

Ao final do primeiro semestre para o mercado financeiro, o ouro ficou com o posto de investimento mais rentável, com valorização acumulada de 11,4% entre janeiro e junho. Ao final do pregão de hoje na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a grama do metal era negociado a R$ 43 para a venda e R$ 42,98 para a compra.

Em segundo lugar, apesar de todas as turbulências, ficou o Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador da bolsa paulista, que registrou valorização de 9,49% ao final do primeiro semestre, chegando aos 36.630 pontos. As incertezas relativas à taxa de juros norte-americana acarretou em uma correção significativa no mercado acionário doméstico, que no dia 9 de maio bateu seu último recorde, aos 41.979 mil pontos.

Receosos com a possibilidade de uma disparada da taxa de juros praticada nos Estados Unidos, os investidores internacionais diminuíram suas posições em mercados emergentes, o que acabou levando o Ibovespa até o patamar dos 33 mil pontos no início deste mês, valor próximo ao que encerrou 2005.

Abaixo do Ibovespa, ficaram os investimentos em renda fixa. Nos seis primeiros meses do ano, o Certificado de Depósito Bancário (CDB) apresentou rentabilidade de 7,96%, seguido de perto pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que rendeu 7,77% no mesmo período.

A caderneta de poupança, ainda bastante procurada pelos investidores mais cautelosos, encerrou o semestre com rentabilidade de 4,05%

IMPORTAÇÃO DE ELETRODOMÉSTICOS

A importação de eletrodomésticos, sobretudo da Ásia, pode provocar a desindustrialização do setor no Brasil. "Vamos virar um país de comerciantes já que comprar e revender é mais barato do que produzir", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e também presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Eletroeletrônicos e Similares no Estado de Minas Gerais (Sinaees), Robson Braga de Andrade.

A Walita, da Philips do Brasil Ltda, e a Black & Decker do Brasil Ltda, ambas com fábricas no Estado, já trazem na etiqueta a identificação da origem do produto PRC, que quer dizer República Popular da China. O presidente da Suggar Eletrodomésticos, com planta na capital mineira, José Lúcio Costa, confirmou que também deverá seguir a tendência tendo em vista a perda de competitividade frente aos produtos chineses.

FEIJÃO: IBGE CONFIRMA LIDERANÇA DE MINAS
Minas Gerais foi responsável por 9,2% da produção nacional de cereais, legumiosas e oleaginosas, e ficou em quinto lugar no ranking, segundo a pesquisa Produção Agrícola Municipal - Cereais, Leguminosas e Oleaginosas, referente ao ano de 2005, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Devido a fatores climáticos, a produção brasileira dessas culturas teve queda de 5,2% no ano passado em relação a 2004.

Em 2005, Minas alcançou o posto de maior produtor de feijão do país, com o volume de 559,570 mil toneladas e, assim, o Estado passou à frente do Paraná, que produziu 557,019 mil toneladas. O maior produtor do Estado é o município de Unaí (Noroeste de Minas), que registrou produção equivalente a 96 mil toneladas em 2005, o que representou um crescimento de 44,14% em relação a 2004.

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