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.: BIJUTERIAS MOVIMENTAM O MERCADO

Sempre na moda, bijuterias garantem fonte de renda

Elas são sinônimos de acessórios alternativos. Feitas de diferentes materiais, como: plástico, madeira, pedras, resina, latão, sementes e bambu. As bijuterias, objetos de materiais não preciosos, mas trabalhados com certo primor, ganharam design criativos e conquistaram diversos públicos. Nos últimos anos, anéis, colares brincos e pulseiras se tornaram status de acessórios da moda.

O trabalho com a bijuteria pode representar uma alternativa de geração ou complementação de renda. Muitas pessoas encontraram nesse segmento uma solução para driblar o desemprego e ser dono do seu próprio negócio. “Com a bijuteria eu recuperei o meu emprego”, disse a artesã, Simone Carvalho. Segundo ela, o ramo de bijuterias exige criatividade, sendo possível começar com poucos produtos e aos poucos aumentar o próprio negócio. “No inicio é possível optar por uma produção mais barata e de acordo com o resultado, as peças podem se tornar mais sofisticadas”, afirma.

As oportunidades que existem no mercado de bijuterias são diversas.
No início o trabalho pode ser feito em um espaço pequeno, para a montagem das peças. As ferramentas usadas são comuns, como a tesoura e linha, com exceção do alicate de ponta redonda, que é uma ferramenta específica. Os materiais comprados a granel são baratos e a variedade é grande, não exigindo muito capital para as primeiras compras. “O preço final da bijuteria é baixo. O lucro vem do volume de vendas”, disse a artesã Gilmara Caldeira.

A loja Bibelô, que há dezessete anos atua nesse ramo, começou com apenas uma loja e hoje se tornou conhecida em toda a cidade. “No começo foi difícil, tinha que viajar muito para procurar fornecedores para oferecer preços acessíveis para os clientes”, disse o gerente da loja, Mauro Lúcio Costa Barbosa. Hoje com 42 funcionários, a loja atende os públicos de classe A, B e C, com mercadorias para todos os gostos. Com mais de 7.000 mil itens entre aviamentos e materiais para artesanato em geral, a loja recebe em média 2.000 pessoas por dia. Segundo Mauro, as peças para a fabricação de bijuterias variam de R$0,20 a R$149,00.

As mais procuradas são os terminais, cordões encerados, silicones e peças básicas. A loja além de atender significativamente toda a região metropolitana, ainda despacha suas mercadorias para vários estados, como Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso. Com isso, Mauro incentiva e apóia aqueles que estão começando agora. Para ele, com muito esforço é possível ser bem sucedido e obter uma renda satisfatória nesse ramo. “A melhor parte é ver a transformação e a valorização da matéria-prima que é adquirida na loja”, disse.

Nesse ramo, os produtos são baratos e o negócio não exige altos investimentos, com máquinas e tecnologia sofisticada. Assim, o segmento está em crescente expansão por movimentar o mercado informal da economia e por contar com a originalidade das criações. O ramo passa a se relacionar com outros, como por exemplo, as lojas de roupas que combinam suas peças com as bijuterias. Segundos dados do IBGE, estima-se que em Belo Horizonte 70% da população feminina produz algum artigo artesanal.

Na cidade, as lojas de bijuterias estão localizadas em locais de grande movimentação de pessoas, como feiras, galerias, shoppings ou ruas com bastante fluxo de pedestre. Para a abertura de uma loja é preciso medidas, como registro na Junta Comercial, na Secretária da Fazenda, na Prefeitura do Município, no INSS e no Sindicato Patronal. Além disso, é importante consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor. Depois é fundamental pensar na vitrine para a exposição das peças. Vale dicas, como: evitar colocar as peças muito próximas das lâmpadas, pois com o tempo a exposição à luz pode deixar o produto com aspecto de velho; evitar que as peças fiquem em atrito com outros objetos, pois pode causar desgaste no produto e evitar que o consumidor manuseie a peça por um longo tempo, pois o suor e a maquiagem podem deixar o produto sem brilho.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais (IBGM), atuam no setor de bijuterias montadas cerca de três mil empresas, entre micro e pequenas, formais e informais. O sucesso no ramo está relacionado à capacidade do empresário em acompanhar a moda e explorar diversos canais de vendas.

Com esforço, trabalho e criatividade esse segmento pode gerar renda e os vendedores ambulantes desses produtos podem se fixar em um ponto comercial. É preciso acompanhar as tendências e atender ao perfil e as solicitações de todos os públicos. A cada dia a demanda por esses produtos cresce mais e o setor gera mais empregos, envolvendo quem vende a matéria-prima, quem trabalha com a mão-de-obra direta e aqueles que comercializam o produto de maneira formal e informal.


Texto de Márcia Cristina de Moraes

Estudante de Jornalismo

6° período do UNI-BH

:: GOVERNO E ECONOMIA REDUZEM COMPETITIVIDADE DO BRASIL

O fraco crescimento econômico, expresso pela expansão de 2,3% do PIB, e a inoperância e burocracia públicas fizeram o Brasil perder uma posição no ranking mundial de competitividade no ano passado. O país ocupou o 52º lugar, entre 53 nações e oito regiões – estados e províncias que são analisados à parte - monitoradas desde os anos 80 pelo International Institute for Management Development (IMD). Na pesquisa anterior, o país havia avançado duas posições, ficando em 51º.

Sediado na Suíça, o IMD baseia-se em 312 indicadores quantitativos e qualitativos para compor a competitividade de cada país. Os resultados são agrupados em quatro categorias: desempenho econômico, eficiência empresarial, eficiência governamental, e infra-estrutura. Todos os países recebem também classificações específicas para cada categoria. No caso brasileiro, os maiores retrocessos ocorreram na perfomance econômica, na qual o país recuou da 33ª para a 43ª posição, e na eficiência empresarial, em que o recuo foi do 31º para o 42º lugar.

:: WAL-MART IMPULSIONA MERCADO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS
O mercado de alimentos orgânicos está prestes a ganhar um grande impulso, graças à decisão da rede de supermercados Wal-Mart de vender mais desses produtos. Para atender à demanda do maior varejista do mundo, a maioria das grandes empresas do setor alimentício americano está desenvolvendo versões orgânicas de seus produtos campeões de vendas, como a Kellog’s e a Kraft.

Para o Wal-Mart, aumentar a oferta em suas prateleiras de alimentos orgânicos – aqueles produzidos sem pesticidas, conservantes artificiais ou corantes – representa modernizar sua imagem e ampliar o apelo a consumidores urbanos e mais sofisticados. Hoje os produtos orgânicos representam apenas 2,4% do total vendido pela indústria alimentícia, mas vêm crescendo pelo menos 15% ao ano pelos últimos dez anos. Atualmente o mercado gira em torno de 14 bilhões de dólares, um valor que deve subir para 23 bilhões de dólares nos próximos três anos – e essa cifra deve avançar ainda mais com o auxílio do Wal-Mart, de acordo com o jornal americano The New York Times.

A rede diz que pretende democratizar o mercado de alimentos orgânicos, tornando-os mais baratos para aqueles consumidores relutantes em pagar preços 20% ou 30% mais caros pelos produtos naturais. Segundo o diretor de marketing do Wal-Mart, a rede pretende tornar os orgânicos apenas 10% mais caros do que os equivalentes convencionais. De acordo com analistas, a estratégia pode transformar o maior varejista do mundo no principal vendedor de alimentos orgânicos dos Estados Unidos – já que, com seus 2 000 supermercados, ultrapassaria o atual líder Whole Foods.

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