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.: ECONOMIA E NEGÓCIOS
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.: DE OLHO NA ECONOMIA

MINISTRO DA FAZENDA CAI E SEU SUBSTITUTO CRIA NOVAS EXPECTATIVAS

O novo ministro da fazenda, Guido Mantega, tomou posse em substituição Palocci, dizendo que não tomará medidas irresponsáveis na condução da economia.
Guido Mantega é um desenvolvimentista mas disse que não fará grandes mudanças na condução da economia. A afirmação tem o objetivo de acalmar o mercado.

NOVO MÍNIMO JÁ EM VIGOR

A partir do dia 1o de abri entrou em vigor o novo salário mínimo nacional, que é de R$ 350,00.

Como o projeto de lei que reajusta o salário mínimo não foi aprovado, o governo editou uma medida provisória que estabelece o novo valor.

Descontada a inflação, o aumento real do salário é de 13% e injetará na economia aproximadamente mais R$ 15,8 bilhões.

REUNIÃO DO BID EM BELO HORIZONTE

Entre 28 de março e 5 de abril, está sendo realizada em Belo Horizonte, a 47a Reunião Anual da Assembléia de Governadores do BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento e a 21a Reunião Anual da Assembléia de Governadores da Corporação Interamericana de Investimentos.

Além do balanço anual e do planejamento a ser seguido, estão sendo discutidos temas de interesse da América Latina, como pobreza, inclusão social e programas de transferência de renda.

Para se ter idéia da importância do BID, basta apenas ver que ele é responsável por 48% dos financiamentos externos do Brasil.

O evento está incluído entre os mais importantes do calendário da comunidade financeira internacional.

JURO CAI, MAS DEVAGAR

Em Belo Horizonte, no encontro do BID, o Presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meireles, admitiu que a taxa de juros básica da economia ainda é muito alta, mas disse que ela não pode ainda cair mais fortemente.

Já a visão do mercado é otimista, porque além do novo ministro, Guido Mantega, ser favorável à queda da taxa de juros, alguns membros do próprio COPOM em reuniões anteriores ainda na gestão do ministro Palocci já se manifestavam favoráveis a quedas mais fortes de juros.

O mercado também está otimista pelo fato do novo ministro ser mais da linha desenvolvimentista do que monetarista.

Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) baixou de 9% para 8,15% a Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP), utilizada nos empréstimos do BNDES. O empresariado queria uma queda menor e o ministro Mantega também. Ele queria uma taxa de 7%.


ALCOOL

O que está se vendo hoje é a repetição de um filme que já foi visto antes. Não é a primeira vez que o abastecimento dos veículos a alcool entra em crise.

Já em ocasião anterior, aliando o problema da entressafra, a questão da grande quantidade de veículos a álcool (hoje muitos “flex”) e, “problemão crônico” da falta de planejamento estatal a longo prazo e mais a ganância dos agentes econômicos envolvidos, levam ao problema-consequência do desabastecimento do álcool que penaliza o consumidor que foi levado a acreditar em uma saída para a questão dos combustíveis.

Tecnicamente a alternativa do álcool é excelente e está sendo admirada por todo o mundo, tanto é que os Estados Unidos estão trabalhando com esta alternativa de combustível e a União Européia mandou na semana passada ao Brasil o seu comissário de comércio, Peter Mandelson.

Mandelson visita o Brasil, precisamente o interior de São Paulo, para conhecer a fazenda de cana-de-açucar do Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues e depois a Usina São Marinho, na cidade de Pradópolis.

O mundo inteiro está “de olho” na experiência brasileira, que tecnicamente atende como combustível, gera mais empregos e renda e não tem a poluição gerada pela gasolina e óleo diesel.
O mundo só não pode seguir o “outro lado da moeda”:
-A falta de planejamento e ação estatal, que deveria estar trabalhando com previsões de oferta e demanda, aliada a incentivos de produção de álcool e veículos flex para tornar o programa um efetivo sucesso e exemplo para o mundo e não um grande problema.
-A ganância e a falta de visão de longo prazo dos agentes econômicos envolvidos, de usineiros, passando por distribuidores até os donos dos postos de combustíveis.

Assim é necessário que o governo e agentes econômicos trabalhem com planejamento e em sintonia para que a experiência brasileira seja admirada técnica, econômica e administrativamente e não um modelo técnico e mais uma vergonha no lado do planejamento e administração.

CAFÉ

O governo anunciou a liberação de R$ 1,5 bilhão para o financiamento da colheita e estocagem do café da safra 2005/2006.
O ministro Roberto Rodrigues informou que R$ 178 milhões serão destinados à uma linha de crédito para que as pequenas e médias indústrias torrefadoras possam adquirir o café diretamente dos produtores ou de suas cooperativas.
Já para a colheita serão destinados R$ 600 milhões e para a estocagem, R$ 800 milhões. Para a colheita e para a estocagem, os juros serão 9,5% ao ano.

CHINA EM RÍTMO SUPERSÔNICO

A China é o país que mais cresce no mundo. As expectativas são de que no ranking das maiores economias já tenha superado a França no ano de 2005 e que em 2006 deverá superar a Inglaterra. Em seguida deverá superar o Japão e a Alemanha.

Precedida apenas pelos Estados Unidos e o Japão, a China se tornou o terceiro mercado automobilístico do mundo e se começa a se transformar em um dos grandes exportadores de veículo com marca própria. Além disto os veículos da China são em média 30% mais baratos que os similares de outros países.

A China já é conhecida no mercado de brinquedos, onde detém 70% do mercado mundial.

AS MAIORES EMPRESAS DA AMÉRICA LATINA

Petrobrás, Banco do Brasil e Bradesco são respectivamente a 1a, 2a e 3a maiores empresas da América Latina.
Veja a posição das 10 primeiras:

POSIÇÃO NA AMÉRICA LATINA
POSIÇÃO NO MUNDO 2005
POSIÇÃO NO MUNDO 2006
EMPRESA
PAÍS
 

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10



55
176
187
243
300
305
375
388
411
504




88
256

361
453
361

601
422
897


Petrobrás
Banco do Brasil
Bradesco
Ámérica Telexon
Cemex
Cia Vale do Rio Doce
Itaú S/A
Unibanco Group
Carso Telecon
Eletrobrás



Brasil
Brasil
Brasil
México
México
Brasil
Brasil
México
México
Brasil
Fonte: Jornal Estado de Minas – 1/04/2006

TURISMO BRASILEIRO É AINDA UMA ESPERANÇA NO FUTURO E UMA FRAQUEZA NO PRESENTE

Um trabalho do Conselho Mundial de Viagem e Turismo aponta que a expectativa da indústria do turismo em 174 países mostra que o Brasil está em 110o lugar no ranking de crescimento desta atividade.
Segundo relatório desta entidade, a participação brasileira no mercado turístico mundial era de 1,2% no fim da década de 80 e deve ser de 1,1% no ano de 2006.
Mais uma vez o problema tem sido de falta planejamento: “A viagem e o turismo no Brasil sofreram com a falta de visão estratégica e comprometimento de longo prazo” segundo afirmou o presidente da entidade, Jean-Claude Baumgarten (*).

MINAS DEVERÁ PRIVATIZAR RODOVIAS

A primeira deverá se a MG-050, que deverá ter o edital para a sua recuperação e manutenção publicado na semana de 3 a 07 de abril . O projeto deverá ser o primeiro modelo de Parceria-Público-Privada (PPP), depois de 2 anos e meio de estudos.
Por este modelo o governo transfere à iniciativa privada a responsabilidade de gerir um bem público em troca de remuneração pelo serviço via cobrança de pedágio. O edital prevê contrato de 25 anos e o BID deverá financiar a empresa ou consórcio vencedor.

COMÉRCIO ON-LINE NO BRASIL

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico já conta agora com 160 membros e tende a crescer, recentemente as Lojas Pernambucanas e a AutoZ filiaram-se à organização.

O faturamento do comércio eletrônico do Brasil cresceu em 2005 43% a mais do que em 2004, praticamente 50%, e as previsões para 2006 são muito otimistas.

Uma das formas de popularizar o comércio eletrônico é a “Liquida Web” . Em 2006 são previstas 2 destas promoções, o que vai elevar sobremaneira o comércio eletrônico. No ano passado esta promoção atraiu mais de 300 mil clientes que nunca haviam utilizado este tipo de comércio.

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Economia e negócios da edição 2.

Lei das micro e pequenas empresas - aprovação esperada (edição 3).

Consumo pode chegar a R$ 1,1 trilhão em 2005 (Edição 4)

Banco Central mantém taxa de juros (Edição 5)

Agitação na área política e no mercado caracterizaram o mercado (edição 6)

Exportações mineira são recorde (Edição 7)

Brasil cresce a rítmo entre os menores do mundo (Edição 8)

Inflação e taxa de juros (edição 9)

Apesar da taxa selic em baixa, bancos elevam suas taxas (edição 10)

Corrupção derruba o Brasil no ranking da competitividade (Edição 11)

64,5 dos empregados formais ganham até três salários mínimos (Edição 12)

Febre aftosa compromete resultado do agronegócio e balança comercial (Edição 13)

Copom reduz taxa de juros (Edição 14)


MP 255 é aprovada (Edição 15)

Aftosa Impede avanço do Brasil (Edição 16)


Peso excessivo de carga tributária compromete desenvolvimento (Edição 17)

Os reveses da Embraer (Edição 18)

Queda no PIB Brasileiro (Edição 19)

Entraves ao desempenho da economia brasileira (Edição 20)

Juros caem novamente (Edição 21)

Brasil vai crescer, diz ministro (Edição 22)

Álcool em alta deixa economia em polvorosa (Edição 23)

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Entraves a competividade (Edição 25)

Ano eleitoral vai irrigar a economia com dinheiro com obras (Edição 26)

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Conversas sobre fusões no varejo (Edição 29)

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Várias notícias de economia (Edição 31)

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