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.: ECONOMIA E NEGÓCIOS
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.: COPOM REDUZ TAXA DE JUROS

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) confirmou as expectativas mais otimistas, reduzindo a taxa de juros básica da economia em 0,5 ponto percentual. Assim a taxa passa a ser de 19%, ainda a mais alta do mundo.

Em breve sairá o relatório da reunião do conselho, mas acredita-se que o argumento mais forte tenha sido a manutenção da inflação próxima à meta estabelecida pelo governo federal, mesmo tendo acontecido após a inflação ter subido em setembro em relação a agosto.

A segunda queda consecutiva, depois de 17 meses sem nenhum corte, agradou o mercado e ainda há previsão de mais cortes ainda este ano.

Apesar de tudo, especialistas acham que a queda é insuficiente para gerar efeitos significativos na economia e que existe espaço para reduções mais significativas. Os especialistas acham que a economia precisa retomar o crescimento em níveis compatíveis com a necessidade da sociedade brasileira que assiste “boquiaberta” ao crescimento ‘” pífio” da economia brasileira, muito menor que o crescimento mundial e diversos países vizinhos. “Estamos ficando para trás e o Brasil anda de Maria Fumaça enquanto o mundo locomotiva e muitos países vão de Trem Bala”.

.: AMBEV CRESCE


O crescimento das vendas de cerveja da AmbBev nos primeiros nove meses deste ano foram 8,3% em relação a igual período de 2004. Já a comercialização de refrigerantes da teve alta de 7,8%. Na América Latina, excluindo o Brasil, o aumento das vendas da AmBev foi ainda maior: 10%!

A AmBev tem atuado na América do Sul, América Central e América do Norte.

Já na América do Norte, a Ambev teve queda de 3,3 % de suas vendas.

.: EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO MINEIRO EM ALTA

Nos nove primeiros meses de 2005 as exportações do agronegócio mineiro cresceram 44,4% em comparação com igual período de 2004.

O café foi o principal responsável pelo bom desempenho, tendo aumentado em volume exportado e em valor.

Segundo especialistas o foco de febre aftosa no Mato Grosso do Sul deverá afetar alguns indicadores econômicos, mas não deverá ser de forte impacto no agronegócio mineiro.

.: MATERIAL ENVIADO PELA FECOMÉRCIO
.: CARGA TRIBUTÁRIA
PESO EXCESSIVO DA CARGA TRIBUTÁRIA COMPROMETE O DESENVOLVIMENTO

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), desde que a Constituição de 1988 entrou em vigor, ou seja, nos últimos dezesete anos, a carga tributária brasileira cresceu em nada menos que 87,5 % a mais que o Produto Interno Bruto (Soma da riqueza produzida por um país, que considera a produção total de produtos e serviços gerada num determinado período) . No mesmo período considerado foram editadas o número inacreditável de 3,4 milhões de normas no país das quais 224 mil só sobre questões tributárias.

Como se vê, a Carga Tributária Bruta (CTB),vem crescendo ano a ano, apesar da grita generalizada dos setores produtivos e dos consumidores. No primeiro caso, pelo ingente sacrifício de se competir numA ambientação tão adversa, notamente na seara internacional, dado a carência de isonomia tributária com os concorrentes, já que possuímos não só uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo, mas, também, a mais elevada taxa básica de juros, sem prejuízo de que o estado transfere à a produção, todos onerosos controles burocráticos sobre um cipoal de tributos (mais de sessenta modalidades distintas de gravames).

No segundo caso, ou seja, dos consumidores, pelo elevado peso de uma tributação ascendente, na mesma proporção em que a renda retrai, diminuindo, assim, a propensão de consumo. Para se ter uma idéia, em 2004, segundo dados divulgados pela própria Receita Federal do Brasil, a carga tributária atingiu 35,91% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 34,90% em 2003, uma variação positiva de 1,01 ponto percentual. Isso significa dizer que cerca de 4 meses de trabalho dos brasileiros são destinados ao pagamento de tributos para os diversos entes federativos (Município, Estado e União)

Muito se questiona a distorção evidente na relação custo-benefício, já que os serviços prestados pelo Estado Brasileiro, quase que generalizadamente, não primam por índices sequer aceitáveis de qualidade, sendo que a maior parte dos recursos arrecadados são canalizados ao pagamento do serviço da dívida pública, esta também crescente.

.: AGRONEGÓCIO

BRASIL E G-20 QUEREM ABERTURA PARA O COMÉRCIO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS


O Brasil busca, junto com o G-20 grupo formado por paises em desenvolvimento criado em 20 de agosto de 2003, na fase final da preparação para a V Conferência Ministerial da OMC, formado pela África do Sul, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, China, Cuba, Egito, Filipinas, Guatemala, Ìndia, Indonésia, México, Nigéria, Paquistão, Paraguai, Tailândia, Tanzânia, Venezuela, Zimbábue, com vistas a melhorar o acesso desses paises aos mercados agrícolas dos países desenvolvidos, em especial, Estados pesados subsídios à produção interna, implementados sob as mais diversas formas.

Parece crescer a convicção na diplomacia brasileira, de que o grande carro chefe das nossas exportações é mesmo o agronegócios, onde somos sabidamente competitivos a nível internacional.

Evidentemente que isso não implica abdicar dos esforços concomitantes em melhorar a competitividade das nossas manufaturas, até porque o Brasil possui o maior parque industrial da América Latina, possuindo alguns setores bastante competitivos, mas, não há como deixar de ponderar que a China produz muito e a custos muito baixos e lá, a produção não encontra tantos entraves como no Brasil (desde a seara tributária passando pela burocracia, até os conhecidos gargalos logísticos), tanto que a previsão da maioria dos analistas é de que aquele país continuará a crescer, nos últimos dez anos, a taxas superiores a 8% sobre o PIB.

Daí a vigorosa luta do Embaixador Celso Amorim, visando destravar as negociações no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio) de regras que visem uma maior abertura do comércio internacional pra os produtos agrícolas, somando forças com esses países em desenvolvimento na tentativa, já com algum êxito, de aliviar a forte taxação ou, de outro lado, a redução dos incentivos concedidos aos agricultores desses paises e impulsionar as negociações paralisadas desde a conferência de Doha. Muitos desses subsídios já foram inclusive considerados ilegais pela OMC (Organização Mundial de Comércio), como no caso do algodão e do açúcar em painéis ganhos por países como Brasil, Tailândia, etc.

Há quem afirme, que para que o comércio internacional se torne mais equilibrado, paises como Estados Unidos e Japão teriam que reduzir os subsídios à agricultura em um percentual de 80% ou mais, ao passo que segundo as próprias autoridades americanas a União Européia chega a adotar três vezes mais subsídios.

O G-20 significa uma consolidação de forças desses paises na luta contra os subsídios dos paises desenvolvidos nas negociações em curso na OMC, e a sua legitimidade deve-se as seguintes razões: consolidou-se como interlocutor essencial e reconhecido nas negociações agrícolas. a) seus membros representam quase 60% da contingente populacional do planeta e 70% da população rural em todo o mundo, além de 26% das exportações agrícolas mundiais;b) sua capacidade de traduzir os interesses dos países em desenvolvimento em propostas concretas e consistentes; e, finalmente, c) a habilidade em coordenar seus membros e interagir com outros grupos na OMC.

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