| Gestão
de RH |
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| .: SEÇÃO CONSULTORIA | |
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As perguntas são respondidas pelo consultor Flávio Martins da Costa*: |
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Capital de giro,
fluxo de caixa e balanço patrimonial |
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| PERGUNTA: Sem formação na área, sempre me perco quando preciso de alguma coisa em bancos. Muitos termos para mim são difíceis, embora possa até me fazer entender. Gostaria de explicações sobre alguns deles: Capital de Giro, Fluxo de Caixa e Balanço Patrimonial. Respondida na Edição passada. Clique aqui para ver a resposta. |
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| .: Ciclo Operacional, Ciclo Financeiro e Ciclo Econômico | |
PERGUNTA
Além da questão anterior perguntou sobre a relação entre Ciclo Operacional, Ciclo Financeiro (ou de Caixa) e Ciclo Econômico e sua relação com o capital de giro. RESPOSTA O ciclo econômico corresponde ao período entre a aquisição das matérias primas e a venda de produtos acabados. O ciclo financeiro corresponde ao prazo entre as saídas de caixa (pagamentos a fornecedores) e os recebimentos de clientes. O ciclo operacional vai desde a aquisição da matéria prima até o recebimento. Na
prática, para fazermos uma boa administração financeira
temos que pensar em ter um prazo médio de recebimentos menor que
o prazo médio de pagamentos, ou seja, se pagamos em média
com 60 dias e recebemos em média com 45 dias, temos uma condição
em que em média recebemos antes de pagar. |
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| .: CAPITAL DE GIRO | |
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PERGUNTA
O
que fazer para reduzir minhas necessidades de capital de giro? Uma das maneiras é justamente o que foi apresentado na resposta anterior. Procurar fazer com que o prazo médio de recebimentos seja menor que o prazo médio de pagamentos a fornecedores. Para tanto é necessário saber negociar tanto com os fornecedores tendo prazos maiores para pagar e negociar com os clientes, buscando inclusive incentivar as compras à vista ou com prazos mais reduzidos. Ter bons critérios para concessão de crédito, fazendo análise e concedendo créditos para quem efetivamente honra seus compromissos e concedendo créditos dentro de limites que os interessados possam pagar. Buscar ter um volume maior de capital próprio para fazer compras à vista e diminuir o volume de contas a pagar. Buscar girar mais os estoques. Enfim, ter um maior controle de fluxo de caixa. Outro aspecto importante a ser colocado é que a empresa deve saber se ela vai vender e ela própria vai bancar o financiamento das compras a prazo. Para bancar o financiamento das compras a prazo ela precisa ter uma boa estrutura financeira, o que não acontece com a maioria das micro e pequenas empresas. O que sempre digo aos meus alunos do curso de administração de pequenas empresas é que a empresa pode passar a outro a responsabilidade e o custo do financiamento. No
caso de bens de consumo durável, como eletrodomésticos e
veículos, é recomendável que se faça um acordo
via contrato com uma financeira em que o comerciante vende a mercadoria
e a financeira lhe repassa o dinheiro, ficando o financiamento a cargo
dela (é claro que algumas obrigações administrativas
ficarão a cargo do comerciante, como por exemplo o procedimentos
de cadastro do cliente e repasse deste à financeira antes de fechar
o financiamento de cada bem). A prática de cheques pre-datados descontados em bancos e factorings é também usual e interessante, pois o comerciante passa a receber à vista (os custos do financiamento devem ser calculados no preço de venda). O cartão de crédito, embora tenha um prazo para pagamento por parte da administradora e uma taxa, também é interessante pela sua segurança. |
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Flávio Martins |
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*Flávio
Martins da Costa é consultor empresarial, palestrante e instrutor
dos cursos “Desenvolvimento Gerencial”, “Administração
de Pequenas Empresas” e “Administração Racional
do Tempo, da FECOMÉRCIO/MG. |
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