| :: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – Fonte IBGE | ||
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Base: Fevereiro de 2006
Safra poderá atingir 123,9 milhões de toneladas em 2006 O IBGE realizou, em fevereiro, a segunda avaliação, em nível nacional, da safra agrícola para 2006. A produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) foi estimada em 123,933 milhões de toneladas, 1,71% menor do que a prevista em janeiro (126,083 milhões de toneladas), e superior em 10,21% à obtida em 2005 ( 112,454 milhões de toneladas). A perda em torno de dois milhões de toneladas entre as informações de janeiro e fevereiro se deve às culturas do milho 1ª safra e da soja, especialmente nos estados da Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, prejudicados pelas fortes estiagens que vêm sendo verificadas durante o ciclo vegetativo dessas lavouras. Dentre os principais produtos investigados pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola - LSPA, apresentam variação positiva nesta estimativa de produção para 2006 em relação à produção colhida em 2005: batata-inglesa 2ª safra (5,03%), café em grão (19,38%), cana-de-açúcar (5,04%), cebola (3,19%), cevada em grão (12,06%), feijão em grão 1ª safra (20,18%), feijão em grão 2ª safra (9,89%), laranja (2,63%), mandioca (3,23%), milho em grão 1ª safra (19,58%), milho em grão 2ª safra (25,16%), soja em grão (11,65%), sorgo em grão (5,18%), trigo em grão (4,64%) e triticale (2,93%). A variação é negativa nos casos das culturas de algodão herbáceo em caroço (-22,39%), amendoim em casca 1ª safra (-5,58%), amendoim em casca 2ª safra (-13,78%), arroz em casca (-14,53%), aveia em grão (-2,34%), batata-inglesa 1ª safra (-6,83%), batata-inglesa 3ª safra (-13,84%), cacau em amêndoa (-6,03%), feijão em grão 3ª safra (-1,27%) e mamona (-21,82%). A área plantada apresenta uma retração de 1,49% em relação ao ano precedente, situando-se em 47 milhões de hectares, em 2006. A soja e o milho 1ª safra são os produtos mais representativos em termos de área plantada, com respectivamente, 22,00 e 9,5 milhões de hectares cultivados este ano. Em termos absolutos a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas está assim distribuída pelas Grandes Regiões: região Sul, 52,079 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 41,387 milhões de toneladas; Sudeste, 16,570 milhões de toneladas; Nordeste, 10,222 milhões de toneladas e Norte, 3,676 milhões de toneladas. Estimativa da produção agrícola de fevereiro em relação a janeiro de 2006 Na comparação com o mês de janeiro, destacam-se as variações nas estimativas de produção de sete produtos: cana-de-açúcar (0,66%), feijão em grão 1ª safra (-10,31%), feijão em grão 2ª safra (11,75%), laranja (4,25%), milho em grão 1ª safra (-3,84%), milho em grão 2ª safra (9,60%) e soja em grão (-2,47%). A variação negativa observada na estimativa de produção do feijão 1ª safra, neste mês, deve-se às novas informações dos estados da Bahia (-37,33%), Minas Gerais (-29,28%), Mato Grosso do Sul (-37,60%) e Goiás (-19,30%), onde as estiagens prolongadas prejudicaram as lavouras de feijão. No caso do feijão 2ª safra, verifica-se uma expansão de 11,75% na produção esperada agora em fevereiro, visto que os preços se acham em patamares razoáveis para os produtores investirem nessa cultura. No Paraná, maior produtor nacional, a produção esperada é de 276 mil toneladas, contra 138 mil toneladas obtidas no mesmo período em 2005. No que concerne ao milho 1ª safra, a diminuição de 3,84% na estimativa de produção reflete reduções acentuadas nos estados da Bahia (-39,23%) e Minas Gerais (-16,37%) por causa da falta de chuvas nas principais fases de desenvolvimento da cultura. No caso do milho 2ª safra, verifica-se, nesse início de plantio, um crescimento de 9,60% na produção prevista em relação à informação do mês passado. No Paraná, maior produtor nacional, o aumento é de 38,00%, e espera-se colher uma produção de cerca de 3,4 milhões de toneladas no ano em curso. Ainda faltam as informações de alguns estados para que se tenha o dado nacional do produto. A diminuição de 2,47% na estimativa de produção da soja para este mês decorre, sobretudo, de redução nos dados anteriormente informados nos estados da Bahia (12,35%), Minas Gerais (6,30%) e Mato grosso do Sul (10,25%). A carência de chuvas, como também a má distribuição delas, ocasionou perdas de produtividade nesses estados, sendo respectivamente, 17,39%, 5,30% e 10,30%. Quanto à laranja, observa-se para fevereiro uma estimativa de produção de 18,3 milhões de toneladas, sendo 4,25% superior à informação do mês passado, e 2,63% à produção obtida em 2005, ocasião em que foi colhido um volume de 17,9 milhões de toneladas. São Paulo, estado que detém cerca de 80% da produção brasileira dessa fruta, espera colher 15,0 milhões de toneladas, com aumentos de 2,21% em relação a 2005 e 4,32% quando confrontado com a avaliação do mês anterior (janeiro/06), respectivamente. Fatores tais como, a bianualidade da cultura e as condições climáticas favoráveis na ocasião das últimas floradas, favoreceram esse crescimento nessas primeiras informações da safra da laranja para o corrente ano. Nesta informação para a cultura da cana-de-açúcar, verifica-se uma expansão de 0,66% na estimativa de produção em relação ao mês anterior. Na comparação com 2005, observa-se uma expansão de 5,04%, já que parte de novas áreas plantadas se inseriram no processo de produção neste ano, no qual espera-se colher um montante da ordem de 443 milhões de toneladas. Em São Paulo, que detém cerca de 59% da produção de cana do país, aguarda-se para essa safra um volume de 260 milhões de toneladas, superando em 3,00% o obtido no ano anterior. Arquivos oficiais do governo brasileiro estão disponíveis aos leitores para consulta. Basta me solicitar. |
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Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário – Fonte IBGE |
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| Base:
Janeiro de 2006 Emprego Industrial fica estável em janeiro Em janeiro de 2006, o emprego industrial ficou estável em relação a dezembro (0,0%), na série livre de influências sazonais, após três meses consecutivos de resultados negativos. No confronto com janeiro de 2005, observou-se recuo de 1,3%, mantendo uma seqüência de cinco taxas negativas. Com isso, o indicador acumulado nos últimos doze meses prosseguiu em trajetória declinante, passando de 1,1% em dezembro para 0,7% em janeiro deste ano. A estabilidade no nível do emprego industrial, neste início de ano, após três meses de taxas negativas, período em que acumulou queda de 1,2%, manteve a trajetória decrescente no índice de média móvel trimestral, com variação de -0,4% entre os trimestres encerrados em dezembro e janeiro. Na comparação janeiro 2006/janeiro 2005, a queda de 1,3% acentuou a redução observada no último trimestre de 2005 (-0,8%), frente a igual período de 2004. Na formação da taxa global, Rio Grande do Sul (-9,4%) respondeu, mais uma vez, pela principal contribuição negativa, devido ao recuo em 12 segmentos, com destaque para calçados e artigos de couro (-23,4%). Em seguida, região Nordeste (-3,7%) e Paraná (-3,4%) figuraram como o segundo e terceiro impactos negativos no total do país. Na indústria nordestina, entre os 10 ramos em queda, alimentos e bebidas (-7,1%) foi a principal contribuição negativa. No Paraná, o índice do emprego se reduziu em 11 setores, com destaque, em termos de participação, para madeira (-22,3%). Em contrapartida, a região Norte e Centro-Oeste (5,0%) exerceu a principal contribuição positiva, em função dos aumentos observados em 12 ramos, seguida por Minas Gerais (2,1%), com aumento em nove segmentos, ambos os locais influenciados, principalmente, por alimentos e bebidas: 14,7% e 22,7%, respectivamente. Ainda no confronto mensal, no total do país, 12 dos 18 setores apresentaram índices negativos, sendo as principais pressões no cômputo geral representadas por calçados e artigos de couro (-14,7%), máquinas e equipamentos (-9,3%) e madeira (-15,6%). Em sentido contrário, destacou-se a influência positiva de alimentos e bebidas (8,0%) e, em menor medida, de meios de transporte (3,7%). A taxa anualizada, medida pelo indicador acumulado nos últimos doze meses, prossegue em trajetória de desaceleração há oito meses consecutivos, atingindo 0,7% em janeiro. Número de horas pagas recuou 0,7% Em janeiro, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria apresentou recuo de 0,7% em relação a dezembro, na série livre dos efeitos sazonais, enquanto o indicador acumulado nos últimos doze meses assinalou aumento de 0,5%. A jornada média de trabalho mostrou crescimento de 0,6% no índice mensal e variação negativa no indicador acumulado nos últimos doze meses (-0,2%). O indicador de média móvel trimestral manteve estabilidade entre janeiro e dezembro, apesar da segunda queda consecutiva no indicador mês/mês anterior. No índice mensal, o número de horas pagas recuou 0,7% em decorrência do desempenho negativo em 10 dos 14 locais e 11 dos 18 ramos pesquisados. No corte setorial, as maiores pressões negativas vieram de madeira (-17,5%), máquinas e equipamentos (-9,1%) e de calçados e artigos de couro (-8,7%). Por outro lado, os impactos positivos mais relevantes foram observados em alimentos e bebidas (7,2%) e máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos e de comunicações (11,2%). Ainda no indicador mensal, os locais com as maiores contribuições negativas no resultado nacional foram Rio Grande do Sul (-8,4%), Paraná (-6,0%) e região Nordeste (-3,7%). Na indústria gaúcha, 14 das 18 atividades pesquisadas reduziram o número de horas pagas, com destaque para calçados e artigos de couro (-13,5%), máquinas e equipamentos (-11,2%) e outros produtos da indústria da transformação (-11,2%). No Paraná, sobressaíram, entre os 13 segmentos com resultados negativos, madeira (-27,2%) e vestuário (-13,4%). A indústria de alimentos e bebidas (-6,4%) foi o principal impacto negativo na região Nordeste. Por outro lado, as duas maiores influências positivas no cômputo geral vieram de São Paulo (2,8%) e região Norte e Centro-Oeste (5,1%), onde o setor de alimentos e bebidas sobressaiu em ambos os locais, com taxas de 19,3% e 13,8%, respectivamente. Por fim, o índice acumulado nos últimos doze meses (0,5%), prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em junho de 2005 (2,6%). Valor da folha de pagamento cresceu 5,3% Em janeiro de 2006, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, na série livre de influências sazonais, cresceu 5,3% em relação ao mês anterior - movimento explicado, sobretudo, pelo pagamento de benefícios na indústria extrativa (23,7%), enquanto na indústria de transformação, o aumento foi de 3,7%. O resultado da indústria geral (5,3%), bem superior ao verificado entre os meses de novembro e dezembro (-1,9%), reverteu uma série de quatro resultados negativos, quando acumulou uma perda de 5,3%. Com isto, o indicador de média móvel trimestral avançou 0,9% entre os trimestres encerrados em dezembro e janeiro, interrompendo a trajetória de desaceleração iniciada em outubro de 2005. Nos demais indicadores, os resultados foram os seguintes: contra janeiro de 2005, o valor real da folha de pagamento mostrou variação negativa de 0,2%, enquanto no indicador acumulado nos últimos doze meses houve aumento de 2,9%. No confronto janeiro 06/ janeiro 05, o índice de -0,2% refletiu quedas em cinco dos 14 locais pesquisados. A principal delas veio do Rio Grande do Sul (-11,1%), devido, principalmente, ao índice observado em calçados e artigos de couro (-27,0%) e em papel e gráfica (-34,2%). Vale citar também, em menor medida, São Paulo (-1,2%), em função de máquinas e equipamentos (-23,9%) e meios de transporte (-3,0%); e Paraná (-5,3%), em virtude, sobretudo, de alimentos e bebidas (-14,1%) e madeira (-21,8%). Entre os locais com resultados positivos, destacaram-se: Minas Gerais (7,7%), por causa dos ganhos salariais em meios de transporte (21,9%) e metalurgia básica (10,8%); e Rio de Janeiro (9,0%), em função principalmente da indústria extrativa (61,1%), por conta do pagamento de férias e adiantamento do décimo terceiro salário. Ainda neste tipo de comparação, em termos setoriais, houve redução real na folha de pagamento em 10 dos 18 segmentos industriais investigados. As maiores influências negativas vieram de máquinas e equipamentos (-14,9%), calçados e artigos de couro (-16,8%) e papel e gráfica (-6,1%). Em sentido oposto, os principais impactos positivos foram observados em produtos químicos (10,3%), indústria extrativa (21,8%) e alimentos e bebidas (5,6%). O indicador acumulado nos últimos doze meses apresentou expansão de 2,9% no valor real da folha de pagamento, resultado inferior ao de dezembro (3,3%). Arquivos oficiais do governo brasileiro estão disponíveis aos leitores. Basta me solicitar. Ricardo
Bergamini |
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| .: Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional – Fonte IBGE |
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| Base: Janeiro de 2006 Em janeiro, Produção Industrial cresce em 12 dos 14 locais pesquisados Em janeiro, a produção regional da indústria apresentou um quadro de resultados positivos em 12 das 14 áreas pesquisadas, na comparação com igual mês de 2005. Pará (10,7%), Espírito Santo (10,1%), Ceará (9,9%), Bahia (6,6%), Rio de Janeiro (5,8%), Amazonas (5,6%), Minas Gerais (5,2%) e Pernambuco (4,3%) assinalaram taxas acima da média nacional (3,2%). Os demais locais com aumentos foram: Santa Catarina (2,1%), região Nordeste (1,9%), São Paulo (1,7%) e Goiás (1,2%). Somente as indústrias do Rio Grande do Sul (-2,0%) e do Paraná (-5,3%) registraram redução. O resultado de janeiro (3,2%) para o total da indústria nacional mostrou ritmo mais acelerado em relação ao índice do quarto trimestre de 2005 (1,3%). Esse movimento esteve presente em 13 dos 14 locais investigados, com destaque para três locais: Ceará, onde o índice passou de -7,9% no período outubro-dezembro para 9,9% em janeiro; Espírito Santo (de 0,6% para 10,1%) e Pará (de 3,9% para 10,7%). São Paulo, parque industrial de maior peso na indústria geral, apresentou ligeira aceleração no ritmo produtivo entre os dois períodos de comparação (de 1,5% para 1,7%), enquanto Pernambuco foi o único local com perda de dinamismo (de 6,1% para 4,3%). Amazonas A produção industrial do Amazonas assinalou crescimento de 5,6% em janeiro de 2006, na comparação com igual mês do ano anterior, após recuar por dois meses consecutivos neste tipo de confronto. O indicador acumulado nos últimos doze meses manteve taxa de expansão de dois dígitos, passando de 12,1% em dezembro para 11,9% em janeiro. O crescimento de 5,6% na produção fabril amazonense em janeiro foi reflexo, sobretudo, do aumento observado na maior parte (sete) das 11 atividades pesquisadas. O maior impacto positivo veio de material eletrônico e equipamentos de comunicações (13,3%). Também contribuíram positivamente para o índice geral, porém em menor medida, os setores: outros equipamentos de transporte (22,5%) e equipamentos médico-hospitalares e ópticos (61,9%). Por outro lado, a maior contribuição negativa veio de alimentos e bebidas (-23,4%). Pará A indústria do Pará iniciou o ano de 2006 assinalando taxas positivas: 10,7% na comparação com janeiro do ano passado e 3,8% no indicador acumulado nos últimos doze meses. A expansão de 10,7% observada para o total da indústria em janeiro deveu-se, em grande medida, ao bom desempenho da indústria extrativa (28,7%). Já na indústria de transformação, que mostrou queda de 2,5%, três ramos exerceram pressão negativa: metalurgia básica (-2,3%), alimentos e bebidas (-6,3%) e madeira (-4,8%). Por outro lado, as principais contribuições positivas vieram de minerais não-metálicos (2,9%) e de celulose e papel (1,7%). Nordeste A produção industrial da região Nordeste apresentou, em janeiro, resultados positivos: 1,9% em relação a janeiro de 2005, taxa superior a observada no quarto trimestre do ano passado (0,6%), e 1,6% no indicador acumulado nos últimos doze meses. Pelo terceiro mês consecutivo, houve crescimento no indicador mensal da indústria nordestina, com a produção se expandindo em sete das 11 atividades pesquisadas. A principal contribuição positiva para a formação da taxa de 1,9% veio de celulose e papel (26,0%). Em seguida, vale destacar metalurgia básica (12,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (4,0%). Por outro lado, alimentos e bebidas (-2,6%) e vestuário (-23,3%) foram os ramos que exerceram as pressões negativas mais significativas. Ceará A produção industrial do Ceará, em janeiro, registrou expansão de 9,9% em comparação a igual mês do ano passado, enquanto o indicador acumulado nos últimos doze meses assinalou queda de 1,5%. Interrompendo uma série de seis resultados negativos, a indústria cearense apresentou crescimento de 9,9% no indicador mensal de janeiro, com taxas positivas em sete dos 10 setores industriais pesquisados. O principal impacto positivo veio de produtos químicos (62,4%). Vale citar ainda o desempenho dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (38,2%), de calçados e artigos de couro (14,7%) e têxtil (9,5%). Em sentido oposto, as maiores contribuições negativas vieram de minerais não-metálicos (-26,2%) e de vestuário (-15,1%). Pernambuco A indústria de Pernambuco, em janeiro, avançou 4,3% no indicador mensal e 2,7% no indicador acumulado nos últimos doze meses. O indicador mensal mostrou expansão pelo terceiro mês consecutivo. Para a formação da taxa de 4,3%, contribuíram positivamente cinco dos 11 setores industriais pesquisados, com alimentos e bebidas (8,4%) na liderança. Vale citar também o bom desempenho de metalurgia básica (25,0%) e de minerais não-metálicos (19,1%). Por outro lado, as principais influências negativas vieram de produtos químicos (-11,2%), produtos de metal (-17,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (-24,0%). Bahia Em janeiro, a atividade industrial da Bahia apresentou crescimento de 6,6% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 4,1% no indicador acumulado nos últimos doze meses. Pelo sétimo mês consecutivo, houve expansão no indicador mensal. Contribuíram positivamente para o resultado, cinco das nove atividades pesquisadas, com destaque para refino de petróleo e produção de álcool (17,1%). Vale mencionar também, em menor medida, os desempenhos favoráveis de celulose e papel (28,9%) e de metalurgia básica (10,4%). Por outro lado, as maiores reduções vieram de alimentos e bebidas (-6,7%) e de veículos automotores (-6,2%). Minas Gerais Em janeiro de 2006, a produção industrial de Minas Gerais avançou 5,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, atingindo 30 resultados positivos consecutivos neste tipo de comparação. O indicador acumulado nos últimos doze meses também mostrou crescimento (6,1%). Vale destacar que ambos os resultados são superiores aos observados na média do país: 3,2% e 2,9%, respectivamente. O aumento de 5,2% no indicador mensal da indústria mineira foi apoiado, sobretudo, na expansão da indústria extrativa (10,3%), que se destacou com a maior contribuição para este índice. A indústria de transformação (4,4%) também cresceu, principalmente por conta dos resultados positivos observados em 10 dos 13 ramos pesquisados. As principais contribuições positivas vieram de alimentos (7,6%), minerais não-metálicos (14,3%) e veículos automotores (5,9%). Por outro lado, os únicos impactos negativos vieram dos setores: metalurgia básica (-1,3%) e produtos de metal (-5,3%). Espírito Santo Em janeiro, a produção industrial do Espírito Santo apresentou resultados positivos: 10,1% na comparação com igual mês do ano anterior e 1,7% no indicador acumulado nos últimos doze meses. Em relação
a janeiro do ano passado, a indústria capixaba registrou aumento
de 10,1%, resultado mais elevado desde maio de 2003 (18,1%), com apenas
dois dos cinco setores pesquisados exibindo crescimento. Este desempenho
deveu-se, sobretudo, à performance favorável da metalurgia
básica (48,7%). Por outro lado, das três atividades que
recuaram, a indústria extrativa (-6,0%) e a de celulose e papel
(-2,9%) responderam pelos maiores impactos. Em janeiro de 2006, o setor industrial do Rio de Janeiro cresceu 5,8% frente a igual mês do ano anterior, ritmo acima da taxa observada no último trimestre do ano passado (3,4%). No indicador acumulado nos últimos doze meses, a indústria fluminense permaneceu registrando crescimento (2,1%). No aumento de 5,8% - sexto resultado positivo consecutivo - observado na comparação com igual mês do ano passado, sete das 13 atividades pesquisadas assinalaram taxas positivas. A performance favorável da indústria extrativa, com expansão de 18,1%, exerceu o principal impacto positivo na formação da média global. Vale destacar que esta atividade mantém índices positivos de dois dígitos desde abril de 2005. A indústria de transformação também apresentou crescimento na produção (3,0%), com metalurgia básica (16,8%), veículos automotores (29,1%) e alimentos (12,8%) respondendo pelas maiores contribuições positivas. Dos seis ramos que apresentaram taxas negativas, sobressaíram indústria farmacêutica (-23,7%) e outros produtos químicos (-11,5%). São Paulo A produção industrial de São Paulo, em janeiro, apresentou crescimento de 1,7% na comparação com igual mês do ano anterior, resultado abaixo do total do país (3,2%), enquanto que o aumento observado no indicador acumulado nos últimos doze meses (3,2%) situou-se acima da média nacional (2,9%).
A indústria paulista iniciou o ano de 2006 (1,7%) em ritmo ligeiramente superior ao do último trimestre de 2005 (1,5%). Para o aumento de 1,7% no índice mensal, contribuíram positivamente 12 dos 20 segmentos pesquisados com material eletrônico e equipamentos de comunicações (32,4%), veículos automotores (7,6%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,5%) exercendo os principais impactos positivos. Por outro lado, as reduções observadas nos setores de edição e impressão (-13,3%), metalurgia básica (-9,3%) e farmacêutica (-5,5%) impediram um resultado global mais expressivo para o total da indústria. Paraná A produção industrial do Paraná recuou 5,3% em janeiro de 2006 frente ao mesmo mês do ano passado, sendo este o sétimo resultado negativo consecutivo neste tipo de comparação. O indicador acumulado nos últimos doze meses mostrou desaceleração, ao passar de 1,3% em dezembro para 0,1% em janeiro. A queda de 5,3% no indicador mensal da indústria paranaense refletiu, principalmente, a diminuição na produção em sete dos 14 setores pesquisados. A principal contribuição negativa para o cômputo geral foi veículos automotores (-33,7%). Em menor medida, porém também influenciando negativamente o índice global, destacaram-se edição e impressão (-20,6%) e madeira (-9,7%). Por outro lado, os principais impactos positivos foram: celulose e papel (15,9%) e máquinas e equipamentos (8,5%). Santa Catarina O setor industrial de Santa Catarina, em janeiro de 2006, voltou a assinalar resultado positivo (2,1%) no confronto com igual mês do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos doze meses (-0,6%) manteve trajetória descendente e registrou a marca mais baixa desde junho de 2004 para este tipo de comparação. A expansão global de 2,1%, observada no confronto janeiro 06/janeiro 05, mostrou movimento oposto ao observado no último trimestre do ano passado (-3,7%). Esse desempenho favorável resultou da expansão em seis das 11 atividades pesquisadas, cabendo à máquinas e equipamentos (13,4%), veículos automotores (23,9%) e borracha e plástico (22,2%) as maiores contribuições positivas sobre a média global. Entre as atividades que mostraram queda, alimentos (-5,3%) e madeira (-20,1%) exerceram as principais influências negativas. Rio Grande do Sul A indústria do Rio Grande do Sul apresentou em janeiro recuo de 2,0% na comparação com igual mês do ano anterior, quinta taxa negativa consecutiva. Vale destacar que a indústria gaúcha iniciou o ano de 2006 mostrando redução no ritmo de queda em relação ao ultimo trimestre de 2005 (-3,9%). O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 3,6%, repetiu o resultado registrado em dezembro. Segundo o indicador mensal, o decréscimo de 2,0% na produção gaúcha foi conseqüência, especialmente, do desempenho negativo de cinco das 14 atividades pesquisadas. Os principais impactos negativos foram exercidos por máquinas e equipamentos (-19,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-18,5%) e calçados e artigos de couro (-5,1%). Por outro lado, a maior contribuição positiva no cômputo geral veio de alimentos (7,3%). Goiás A indústria de Goiás, em janeiro de 2006, apresentou resultados positivos: 1,2% na comparação com igual mês do ano passado e 3,2% no indicador acumulado nos últimos doze meses. Vale ressaltar que o resultado de janeiro (1,2%) reverteu o sinal observado no índice do último trimestre de 2005 (-1,5%). Em relação a janeiro do ano passado (1,2%), houve avanço em quatro dos cinco setores, com destaque para alimentos e bebidas (5,4%) e produtos químicos (19,0%). Por outro lado, a única atividade que recuou foi a indústria extrativa (-74,2%). Arquivos oficiais do governo brasileiro estão disponíveis aos leitores para consulta. Basta me solicitar. |
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| .: Previdência Social - União e INSS – Fonte MF | ||
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Previdência
Social - União e INSS – Fonte MF
Base: Janeiro de 2006 Com base nos números conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar para o exercício de 2006 uma arrecadação do sistema de previdência geral (INSS) de R$ 120,3 bilhões (sendo R$ 7,2 bilhões via CPMF), em contribuições de patrões, empregados e autônomos ativos da iniciativa privada, contingente em torno de 36,8 milhões, pagando benefícios da ordem de R$ 150,8 bilhões para um contingente em torno de 23,9 milhões de aposentados e pensionistas, com salário médio mensal de R$ 472,20, gerando déficit de R$ 30,5 bilhões (1,59% do PIB). Com base nos números conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar para o exercício de 2006 a arrecadação do governo federal junto aos servidores foi de R$ 6,0 bilhões (Militares - R$ 1,5 bilhões; Parte Patronal da União dos funcionários civis Ativos - R$ 1,6 bilhões e Parte dos Funcionários Civis Ativos e Inativos - R$ 2,9 bilhões) de um contingente de pessoal ativo da ordem de 1.107.071 servidores (782.493 civis e 324.578 militares), pagando benefícios de R$ 48,0 bilhões para um contingente de 1.050.179 servidores aposentados e pensionistas (730.909 civis e 319.270 militares), com salário médio mensal de R$ 4.208,19, gerando um déficit de R$ 42,0 bilhões (2,19% do PIB). Arquivos oficiais do governo brasileiro estão disponíveis aos leitores para consulta. Basta me solicitar. |
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AUTOR: RICARDO BERGAMINI |
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Economista,
formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos
de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período
de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período
de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de
Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos
executivos, na área financeira em empresas como Cosigua - Nuclebrás
- Multifrabril - IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde
atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da
região sul.
Ricardo Bergamini(48) 3244-7671 rberga@globo.com www.rberga.kit.net |
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