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.: VOLUNTÁRIA EM AÇÃO

A sala de aula se transforma em palco. Os jovens ensaiam na ficção, histórias da vida real.

"Você gosta de Pato Fu. Então vamos teclar em uma sala só nós dois..." diz o texto da peça que ensaiam.

Eles se conhecem pela Internet. E marcam um encontro.

"O casalzinho sai, vão para uma balada e acabam transando no carro dele, e o que acontece é que ele some e ela só sabe o apelido dele, que é Dinho. E pode ser Arnaldinho, Edinho, Fernandinho, Ronaldinho, Armandinho...", conta Anderson Lima, professor de teatro.

A peça quer levar para as escolas públicas, as consequências de uma gravidez indesejada.

"Quando a gente faz teatro profissional, a gente tem um enfoque, que é o texto, a construção do personagem e quando a gente atua em um teatro desse tipo, trabalhando com ação social, elas já estão com o personagem pronto", diz Anderson.

A maioria das jovens já é mãe. Elas se dividem entre o ensaio e os cuidados com os bebês.

"A informação chega, mas a informação chegar não quer dizer que chegou a conscientização. Então é uma coisa que tem que ser trabalhada, vivenciada", comenta Rosa Reina, professora.

"O teatro mostra cenas de uma coisa que poderia estar acontecendo na vida real. Por isso eu acho que passa mais do que uma conversa, ou uma palestra", raciocina Glauciele, 17 anos.

Simone tem 17 anos e uma filha.

"Eu era solteira, não tinha filha. Não tinha que me preocupar. Agora eu tenho, tenho que cuidar da minha filha. Ah, tudo mudou. Nada mais é igual", exclama Simone.

Ela interpreta Fernanda, que na peça tenta fazer um aborto.

"A maioria das meninas menores querem fazer aborto. Acho que tem que explicar para elas que não é tão fácil assim", diz Simone.

"O aborto traz muitas consequências, não só para a mulher como também para a criança", emenda Glauciele.

"Este trabalho tem elevado a auto-estima das meninas. A gente nota no rosto delas, nos bebês saudáveis, bonitos", observa Rosa Reina.

No estúdio Sérgio Groissman conversa com adolescentes, garotos e garotas, que tiveram filhos antes de completar 18 anos. Falam sobre responsabilidade, aborto, como evitar a gravidez, etc.

Ação Global de Maio de 2004

.: MAIS CIDADANIA
Um exemplo no morro (Edição 43)

Voluntariado e Cidadania (Edição 44)

Rigor punição contra agressores de mulheres (Edição 45)


Carta de Diamantina ao Brasil de 2006 (Edição 46)


Exemplo de cidadania (Edição 48)
.: LIÇÕES DE SUCESSO

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