| .: CARTA DE DIAMANTINA AO BRASIL DE 2006 | ||
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Tudo foi mudado. Principalmente o orgulho de ser brasileiro. Daí a pergunta: é possível repetir JK 56 NO BRASIL DE 2006? Hoje reverenciamos o Estadista que de nós merece toda honra e toda glória. Estamos convencidos de que o país pode e deve entrar num novo ciclo de desenvolvimento, similar ao promovido por Juscelino Kubitschek. É por isso que dirigentes e integrantes de entidades representativas da indústria, do comércio, da agricultura e de vários segmentos da sociedade mineira, como empresários, jornalistas, professores, economistas, sindicalistas, políticos e reunidos em Diamantina-MG, durante o Fórum intitulado “JK 56 no Brasil 2006”, convictos de que é possível restabelecer o crescimento nacional em níveis similares aos alcançados durante o Governo JK, preconizamos, nesta “Carta ao povo brasileiro, aos poderes públicos e aos candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro próximo”, medidas firmes visando a retomada do crescimento econômico, a redução das taxas de juros, a melhoria das condições de vida do povo brasileiro e melhor distribuição da renda nacional, tais como: 1 - Elaboração e implantação de um Plano de Metas de Crescimento Econômico Vigoroso e Sustentado, envolvendo todos os setores de atividade econômica do país. O Plano de Metas não deve se subjugar ao Regime de Metas de Inflação, eis que há alternativas de política econômica que podem conciliar o controle da inflação e o crescimento sustentado da economia. 2 - Redução acelerada das taxas de juros, em percentuais firmes, que liberte o país do endividamento público crescente e que viabilize os novos investimentos necessários à expansão da economia. 3 - Diminuição da carga tributária a patamares aceitáveis, favorecendo o aumento da produção, da produtividade e do universo de contribuintes. A redução da carga tributária deve vir acompanhada de uma racionalização e simplificação do sistema tributário; 4 - Utilização de medidas seguras que visem a melhoria da natureza dos gastos públicos, como a redução acelerada das taxas de juros incidentes sobre a dívida mobiliária federal, o corte de despesas supérfluas de manutenção da máquina pública e outras que corroem a economia do país, com o objetivo de enquadrar o Estado dentro do que a sociedade esteja disposta a pagar pelos serviços a elas prestados; 5 – Integral respeito aos contratos firmados com a sociedade, em todos os níveis e instrumentos, cabendo destacar que o respeito à lei e aos contratos é exigência para que o País esteja inserido nas dimensões do primeiro mundo; 6 – Reforma do sistema político em vigor, considerada “a mãe de todas as reformas”. 7 – Estímulo à iniciativa empresarial e ao empreendedorismo, por meio da desburocratização e simplificação dos processos de constituição de novas empresas, bem como no processo de sustentabilidade de suas atividades; 8 - Adoção de medidas que disciplinem o fluxo de entrada e saída de moeda estrangeira no país, de forma a proteger as atividades empresariais brasileiras sem prejudicar a atividade do fluxo de capitais internacionais; 9 – Estabelecimento de regras reais para o câmbio, com a finalidade de preservar a competitividade de nossos produtos no mercado internacional. 10 - Combate permanente à sonegação, ao emprego informal, ao contrabando e ao desperdício, assim como à burocracia e à ineficiência; 11 - Respeito ao contribuinte que cumpre em dia com as suas obrigações tributárias e sociais; 12 - Ampliação da base do mercado de trabalho, possibilitando a expansão das contribuições à Previdência Social; 13 - Implantação de um programa de recuperação da infra-estrutura básica do país, com a remodelação dos portos, recuperação das estradas existentes e da malha ferroviária, construção de novos corredores de exportação, ampliação da capacidade instalada de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica; 14 - Redução de adicionais que oneram as folhas de pagamento das empresas e a modernização da legislação trabalhista, em benefício da geração e estabilidade de empregos visando o salutar elo entre o capital e o trabalho; 15 – Implementação de políticas seletivas visando a proteção da nossa indústria contra importações predatórias de produtos estrangeiros; 16 - Ação permanente contra os subsídios agrícolas praticados por países desenvolvidos que cerceiam os nossos mercados e provocam concorrência desleal; 17 – Estabelecimento de uma política agrícola mais consentânea com os riscos da atividade produtiva rural, que é a nossa vocação, priorizando a manutenção da renda do setor através da garantia de preços mínimos compatíveis com o real custo de produção, bem assim ofertando-lhe um adequado sistema de seguro rural; 18 – Assegurar o direito de propriedade, como direito basilar do cidadão e do empresário, particularmente no setor rural, conferindo-lhe igual valoração a todos os demais direitos fundamentais constitucionalmente estabelecidos; 19 – Desenvolvimento de uma política de segurança pública no meio rural, em especial, com vistas a defender e proteger o cidadão que ali atua ou reside, assim como na defesa do direito de propriedade, repelindo ações violentas e à margem da lei que arbitrariamente esbulham propriedades rurais; 20 – Melhoria do nível de educação no país, visando elevá-la a patamares que se aproximem dos países desenvolvidos, mediante a ampliação da educação tecnológica, da pesquisa e a melhoria dos padrões de vencimento dos professores e erradicação, de vez, do analfabetismo e da repetência no país. 21 - Elaboração de programas setoriais de desenvolvimento, que contemplem as vocações e vantagens competitivas regionais, possibilitando a geração de emprego e renda em áreas ainda marginalizadas do desenvolvimento do país. 22 - Implantação de medidas urgentes e firmes de combate à corrupção no país, mediante transparência dos atos da administração pública e acesso da população às contas públicas; 23 - Restabelecimento do Pacto Federativo nacional, com o respeito à autonomia financeira dos Estados e Municípios. 24 - Ampliação dos investimentos em tecnologia, objetivando a modernização do país; 25 - Reformulação das políticas sociais, substituindo o caráter assistencialista por formas que ampliem, de fato, o mercado de trabalho, 26 – Desenvolver todos os esforços possíveis no sentido de se obter, o quanto antes, a aprovação e entrada em vigor da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Diamantina, 12 de maio de 2006. |
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