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.: ARTIGO
.: NOVAS POSTURAS EMPRESARIAIS FRENTE A NOVA REALIDADE ECONÔMICA MUNDIAL E BRASILEIRA

MUDANÇA DE MENTALIDADE
A década de 90, desde seu início, vem se caracterizando por profundas mudanças de posturas das empresas em função da abertura econômica, consolidação dos blocos econômicos (Mercosul, Nafta, Comunidade Européia), falência do Estado como agente econômico e, particularmente no Brasil, a queda da inflação para menos de um dígito.

Dentro deste contexto, as empresas tiveram que mudar os modelos de gerenciamento com demonstra o quadro a seguir:

NOVA MENTALIDADE
ANTES
DEPOIS
Preços estabelecidos ao bel prazer
Monitoramento de mercado
Receitas inflacionárias
Não há mais a ciranda financeira
Reserva de mercado
Abertura da economia
Perdas eventuais cobertas por ajustes de preços
Processo incompatível com o mercado
Falta de valores de referência
Valores de referência consolidados
Baixa competitividade
Alta competitividade
Informatização segmentada
Informações integradas em redes

Inadimplência contida

Inadimplência em crescimento
Empreendedor mais aventureiro
Empreendedor profissional
Como parte destas mudanças, o estado passou a interferir menos na economia e deixou aquele caráter paternalista que tinha quando tabelava preços e proibia importações.
No vale-tudo da disputa por um lugar ao sol as empresas devem demonstrar sua capacidade de adaptação e competitividade para garantir a sua sobrevivência.
 


O NOVO PERFIL DO EXECUTIVO DAS NOVAS EMPRESAS
Peter Drucker, o maior consultor vivo de Administração em seu livro “O Gerente Eficaz” caracteriza bem o que se espera de um executivo: que seja eficaz. preocupou-se em mostrar
O novo executivo (diretor, gerente ou supervisor) de empresas não deve ser deve ter em sua postura profissional, entre outras, a seguinte característica:

Deve ser não apenas “um homem bom” e sim um “homem bom para a tarefa”, ou seja, um executivo competente.

ABERTURA A MUDANÇAS.

O novo dirigente deve estar consciente de que o mundo muda toda hora e ele deve estar preparado para mudanças.

Estive em uma palestra de consultor famoso em 1997 onde ele disse: “Nos próximos três anos teremos mais mudanças do que tivemos nos últimos trinta anos”.

Lembrando da questão dos paradigmas o novo dirigente deve sempre considerar as novas idéias boas até que se prove o contrário. Mas não deve implementá-las sem estudar, sem pesquisar se vai dar certo.

PROCURA DO APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL PERMANENTE, ATRAVÉS DA PARTICIPAÇÃO CONSTANTE EM CURSOS SEMINÁRIOS E FEIRAS.

Estar sempre participando de cursos, seminários e feiras e estimulando a participação de seu pessoal.

ACOMPANHAMENTO INCESSANTE DO QUE OCORRE NO AMBIENTE EXTERNO.
Se mantendo informado sobre o que ocorre na economia, na política, nos costumes, na tecnologia do setor onde atua.

COMPORTAMENTO PROATIVO

Existem três tipos de comportamento gerencial:
PASSIVO

Aquele que não reage às mudanças no ambiente
REATIVO

Aquele que age respondendo às mudanças no ambiente
PROATIVO

Aquele que “faz” as mudanças no ambiente

“Há dois tipos de pessoas que não interessam a uma boa organização: as que não fazem o que se manda e as que fazem só o que se manda” (Henry Ford, industrial norte americano, 1844-1929)

CAPACIDADE DE TRABALHAR SOB PRESSÃO.
Saber enfrentar carga de trabalho pesada e muitas vezes com pressão de tempo, sem perder o controle sobre a qualidade do serviço ou produto e sem comprometer as relações interpessoais.

AGILIDADE NA TOMADA DE DECISÃO.
Saber tomar a decisão certa no momento certo, mas sem procrastinar.

HUMILDADE PARA RECEBER FEED-BACK E ACEITAR SUAS FALHAS PARA MELHORAR.
“O maior dos erros é não estar consciente de nenhum” Tomas Carlyle
Quando somos humildes e aceitamos o feed-back temos oportunidade de corrigir nossos erros e melhorar.

Quando não o somos e não aceitamos o feed-back continuamos errando e em pouco espaço de tempo pagaremos caro por este comportamento.

As pessoas devem estimular as outras a lhe darem feed-back sobre seu comportamento. Ganhariam sempre muito com isto.

CAPACIDADE DE LIDERANÇA.
Capacidade de aglutinar forças junto de si, funcionários e parceiros.
“O fraco rei faz fraca a forte gente” (Camões, 1524- 1580).

COMUNICABILIDADE.
Saber se comunicar com seu público interno (COLABORADORES e funcionários) e seu público externo (clientes, concorrentes, fornecedores, etc).

CAPACIDADE DE ASSUMIR RISCOS CALCULADOS.
Saber avaliar os riscos das diversas alternativas de ação e sabendo pesar as consequências e sabendo tomar a decisão certa no momento certo, sem muita procrastinação.

VISÃO DE MERCADO.
Conhecimento do mercado, do que está ocorrendo no ambiente externo, as tendências do mercado consumidor, fornecedor e concorrente.

VISÃODE FUTURO
Estar sempre pensado no curto, médio e longo prazo. Enxergar para a frente.

BUSCA PERMANENTE DE NOVAS EXPERIÊNCIAS
Deve procurar conhecer outras realidades, conhecer experiências de outras empresas e empreendimentos ligados à área através de estágios e visitas técnicas.

RESPONSABILIDADE
Ter consciência de que está administrando o patrimônio e esperança de um grande número de pessoas : COLABORADORES e comunidade.

CAPACIDADE DE DELEGAR
Saber quais são as atividades específicas de seu cargo e concentrar-se nelas. Para isto é preciso saber aquelas que devem ser passadas para outro de forma a aliviar a sua carga de trabalho, deixando apenas aquelas que fazem a razão da existência de seu cargo.

USO DO PLANEJAMENTO COMO FERRAMENTA DIÁRIA E CONDIÇÃO DE TRABALHO
Trabalhar sempre estabelecendo objetivos diários, mensais, anuais e plurianuais. Ter sempre alvos a alcançar.

Estabelecer a estratégia, os passos a seguir para o alcance dos objetivos e com perseverança seguí-los.

Acompanhar a execução do planejamento, corrigindo os desvios que eventualmente ocorram ser flexível o suficiente para alterar o seu planejamento em função de ameaças e oportunidades eventualmente surgidas no ambiente externo ou em função de mudanças de políticas no ambiente interno.

BUSCA DA ORGANIZAÇÃO
Busca da organização como forma de reduzir custos, maximizar o uso de seus recursos e funcionamento eficiente.

PERSISTÊNCIA
Jogar toda sua energia na consecução dos seus objetivos e dos objetivos organizacionais. Não se deixar desanimar diante das adversidades.

COMPROMETIMENTO
Estar comprometido com os objetivos organizacionais, “arregaçar as mangas” e partir para o alcance dos resultados, entrando a fundo e jogando todas as suas energias nisto.

EXIGÊNCIA DE QUALIDADE
Ser obstinado pela qualidade, principalmente nos serviços e produtos que oferece ao mercado e a seus COLABORADORES.

Saber que para alcançar esta qualidade tem que ser também obstinado pela qualidade das rotinas operacionais e administrativas internas e pela qualidade de vida dentro da empresa.

REDE DE CONTATOS
Formar e manter rede de contatos que auxiliem na relação da empresa no ambiente externo.


GERÊNCIA PARTICIPATIVA

Saber que modernamente gerenciar é obter resultados junto com os outros, ou seja, obter resultados com a participação de sua equipe de gerentes e funcionários:

Trazendo-os para participarem do Planejamento (definindo juntos metas e estratégias).

Buscando a sua participação na solução de problemas.

Sempre que possível ouvindo-os na tomada de decisão.

Envolvendo-os na condução das mudanças.

Trabalhando em equipe e como membro dela.

Motivando-os.

COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR
Tendo sempre novas idéias e partindo para o planejamento e ação e efetivamente transformando-as em realidade.

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.: LEIA TAMBÉM:

Reflexões sobre grupos e conflitos organizacionais (Edição 1).

O atendimento que encanta o cliente (Edição 2)


Momentos de Verdade (Edição 4)

Sua Majestade o cliente (Edição 5)

O Sucesso das empresas certificadas pela ISO 9000 (Edição 6).

Amostra Grátis (Edição 7)

Brindes ou presentes (Edição 9)

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Investir nos colaboradores para fidelizar os clientes (Edição 16)

Procrastinar: o péssimo hábito de adiar (Edição 17)

Economia com telefones (Edição 18)

O mundo perde Peter Krucker (Edição 19)

Exposição ou feira: tratamento tributário (Edição 20)

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Valor tributável - Despesas de transporte (edição 22)

A organização estrutural (Edição 23)

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Remessa de mercadorias em demonstração (Edição 25 e 26)

Tempo e dinheiro: como administrá-los (Edição 27)

Sistemas de atendimento (Edição 28)

Retorno de mercadorias em demonstração (Edição 29)

Alíquotas do IPI (Edição 30)

O&M não morreu (Edição 31)

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O que é Iso 9000 (Edição 42)

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O desafio de vender os próprios limites (Edição de 44 a 46)

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