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.: ARTIGO
.: ESTRADA REAL

Já tivemos oportunidade de falar anteriormente sobre a estrada real dentro do enfoque do meio ambiente. No entanto ela tem importante papel no turismo como atividade de lazer, no turismo como atividade econômica na geração de renda e emprego e no papel do resgate da história e da cultura.

A Estrada Real está intimamente ligada à lei 13.173, em vigor desde 2000, lei esta que contém um programa estadual mineiro de fomento ao turismo em que a estrada é seu carro-chefe. O governo espera que a “Estrada Real” traga cerca de 2,5 milhões de turistas por ano, traga os benefícios econômicos do turismo e projete nacional e internacionalmente Minas Gerais.

Para dar suporte a esta iniciativa, divulgar e promover a estrada real e especialmente articular parcerias com entidades públicas e privadas, foi criado o Instituto Estrada Real, uma sociedade civil sem fins lucrativos, criada e mantida com recursos da FIEMG-Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.

O que hoje se denomina por Estrada Real corresponde aos vário caminhos oficiais do período colonial brasileiro. Por esses caminhos é que circulavam as pessoas, as tropas, mercadorias e toda riqueza entre o interior do Brasil, em especial Minas Gerais e o litoral. A coroa portuguesa definiu alguns eixos como oficiais para que pudesse melhor controlar a cobrança de impostos e realizar a fiscalização. Os trajetos não incluídos neste eixo eram definidos como descaminhos, trilhas secundárias, mas que também recebiam postos de fiscalização da coroa portuguesa.
A estrada real tinha três eixos principais:

- O caminho velho, que ligava o interior de Minas Gerais a São Paulo;
- O caminho novo, que ligava o Rio de Janeiro ao interior de Minas Gerais;
- O caminho da Bahia, que ligava Salvador à região mineradora, seguindo o vale do São Francisco.

No que denomina hoje como Estrada Real o instituto trabalha com 117 cidades. Nesta colocação faltaram cidades importantes e foram incluídas cidades que não faziam parte nem dos eixos principais nem das estradas secundárias.

De qualquer forma, o que se conhece hoje por Estrada Real é “real” e inclui localidades muito interessantes como Ouro Preto, Santa Bárbara, Mariana, Serra do Caraça, Catas Altas, Diamantina e muitos outros que já estão tendo movimentação na economia.

Ao “passar pela estrada real” o turista se depara com arruamentos, igrejas, casario e outras construções da era colonial, paisagens lindíssimas como cachoeiras e formações rochosas, manifestações culturais, artesanato, eventos religiosos e/ou populares, entre outros atrativos que tornam um prazer o percursos e até mesmo motivo de retorno.

Casas são reformadas para serem utilizadas como hotéis, hotéis são ampliados, restaurantes inaugurados ou reformados, artesões aumentam a sua renda com incremento de venda de seus produtos e muitas outras atividades são desenvolvidas, dando retorno a investimentos e incentivando novas inversões.

Investir nas localidades abrangidas pela Estrada Real é um bom negócio e um grande prazer. Muita gente está deixando a vida em metrópoles para ter qualidade de vida no interior nos caminhos e “descaminhos” da estrada real, onde até a logomarca do instituto que leva seu nome geral “royalties”.

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