Gestão de RH Responsabilidade Social/Meio Ambientel Artigos Consultoria Economia Reflexão Cursos e Eventos







www.flaviomartins.com.br





www.flaviomartins.com.br e contato@flaviomartins.com.br
Fale Conosco
.: ARTIGO
.: REAL SOBREVALORIZADO PENALIZA EXPORTADORES

A conjuntura cambial e monetária atual, nitidamente marcada pelos efeitos da valorização do real em frente ao dólar e das elevadíssimas taxas de juros reais praticadas no Brasil – mesmo a despeito da tendência declinante experimentada nos últimos meses, autoriza antecipar para um futuro não muito distante a inevitabilidade de um ajuste competitivo desses fatores, sob pena de acentuar-se a perda de dinâmica das atividades produtivas, já vislumbrada com alguns sinais bem nítidos, como a queda da produção industrial e arrefecimento do excepcional ímpeto exportador da nossas empresas, observado a partir de 1999, notadamente após a desvalorização cambial e a adoção de livre flutuação do câmbio.

Esse esfriamento ocorre num momento em que a demanda internacional continua ainda forte e que esse ânimo vem funcionando como um vigoroso motor da economia, vacinando-a contra os efeitos perversos de turbulências financeiras globais como as que vivenciamos outrora, pelo salto qualitativo e quantitativo das exportações, aptas a gerar, de maneira recorrente, saldos recordes na balança comercial – com previsão de cerca de US$ 40 bilhões para esse ano.

O preocupante naufrágio do dólar em face do real, apreciado ao nível da taxa de câmbio atual em pouco mais que R$ 2,00 além de repercutir negativamente na perda de competitividade das exportações (nossos produtos ficam mais caros no exterior), - pode decretar, se persistir – o entorpecimento do próprio mercado interno. Uma maior debilidade da moeda americana pode deslocar, de fato, o eixo dos negócios para uma expansão mais consistente das importações, que se tornaram mais baratas e atrativas, além de agravar a situação de muitas empresas exportadoras, sobretudo pequenas e médias, sabidamente menos capitalizadas e segmentos produtivos sensiveis, como calçados, texteis, autopeças, vestuário, madeira e mobiliário, dentre muitos outros que utilizam intensivamente mão de obra e insumos nacionais não beneficiados pelos preços menores de importados. A consequencia mais óbvia é a perda de competitividade da nossa produção exportável e, por corolário, mais desemprego, falências, queda na atividade interna e na arrecadação, tornando o país mais vulnerável às crises externas. É que na medida em que a receita das exportações em reais diminui, os insumos utilizados na produção tornam-se caros devido à sobrevalorização excessiva da moeda nacional.

O crescimento das exportações com a sobrevalorização do real é, pois, uma situação transitória que já dá mostras de exaustão, com as empresas exportadoras chegando ao seu limite. O que parece estar acontecendo até aqui., é que as empresas têm se valido de soluções criativas que compensem, mesmo de maneira parcial, as perdas decorrentes, para não sepultar de vez esse momento favorável e duramente conquistado pelo setor exportador. Esse quadro parece encontrar explicação em fatores exógenos como a circunstância de alguns commodites com participação relevante na pauta de exportações se encontrarem em alta no mercado internacional (café, aço, soja,. etc), mitigando os efeitos da queda do dólar, ou porque os embarques refletem contratos celebrados anteriormente, com o dólar em cotação mais favorável, ou mesmo pela diminuição da margem de lucro das empresas, para não deixar de vender ou perder mercado, como é o caso da indústria automobilística, dos fabricantes de papel e celulose, alimentos, ou ainda, pela utilização de mecanismos de antecipação do câmbio para financiar a produção e fugir dos elevados juros internos.

Daí o caráter ilusório de se supor possível a convivência duradoura com esse paradoxo. Não há competitividade que resista a uma variação cambial tão significativa. A realidade sempre aflora e o custo de saltos cambiais bruscos é quase sempre muito elevado para toda sociedade. Portanto, melhor prevenir que remediar. Já tivemos uma amostra de situação semelhante, quando o artificioso regime de paridade fixa terminou por impor uma mudança abrupta de rumos na política cambial e uma substancial desvalorização da moeda nacional, na segunda semana de janeiro de 1999.

O empresariado brasileiro tem se comportado com muita maturidade e cautela nesta contextura difícil, de forma que o movimento mais intenso observado na seara das importações está ligado ao segmento de bens de capital (maquinas e equipamentos utilizados pelos demais setores para produzir bens ou serviços), que de longe de revelar uma corrida para os importados, reflete o esforço de nosso parque fabril, aproveitando-se da taxa cambial favorável, de se aparelhar com vistas a ampliação e modernização da capacidade produtiva na expectativa do esperado espetáculo do crescimento que todos nós almejamos.

Forçoso reconhecer que a queda do dólar teve um alcance benéfico no controle dos preços internos, arrefecendo pressões altistas de grande parte dos produtos que incorporam no seu processo produtivo, direta ou indiretamente, insumos importados, cotados nessa moeda, contribuindo substancialmente para o controle da inflação, a ponto do preços refletidos em alguns índices de preços chegarem a inusitada situação de registrarem deflação.

Contudo, a manutenção de uma política de sobrevalorização artificial do real por muito tempo, como vem ocorrendo, pode ensejar problemas muito graves e sepultar ganhos já consolidados no futuro. Há quem prescreva como alternativa mais viável para coibir esta apreciação do real, em curto prazo, que o Banco Central promova quedas mais acentuadas na taxa básica de juros. A lógica que preside esse raciocínio é de que os juros básicos elevados promovam a entrada massiva de dólares-financeiros no país, que somados aos dólares produtivos obtidos pelos elevados saldos mensais positivos obtidos na balança comercial, aumentam substancialmente a oferta da moeda americana, diminuindo seu custo e gerando quedas na sua paridade com o real, mesmo a despeito das intervenções do Banco Central no mercado, comprando a moeda americana.
Na verdade, a questão depende também do que ocorrerá nos EUA daqui para frente. No panorama internacional o dólar não é mais a moeda de dantes, vem perdendo força gradualmente como referência no comércio mundial, situação agravada após o enorme esforço de financiamento militar para a guerra dos EUA, o que vem ocasionando imenso déficit, tanto fiscal como comercial naquele país. Mesmo assim, 66% das negociações comerciais internacionais ainda são pactuadas sobre essa base, o que significa um percentual expressivo. Muitos analistas alertam que, amainados os gastos dos EUA no Iraque, haverá um alívio nessa situação com decursiva recuperação do dólar, sendo também muito provável que no curto prazo, ou seja , até o semestre do ano que vem o Federal Reserve Bank mantenha a sua política de elevação gradativa dos juros que poderão atingir o patamar de até 4,5% segundo apostas do mercado financeiro, atraindo fluxos maiores de capitais para os EUA. Diante da conjugação dessas perspectivas desenhadas para o Brasil e EUA, é possível que o dólar esteja doravante mais valorizado em relação as principais moedas pela subida dos juros nos EUA, voltando a convergir para uma paridade mais realista, que atenda os anseios dos exportadores, nesse promissor momento de nosso comércio internacional.

.: AUTOR

SILVIO ABREU CAMPOS

Consultor de Comércio Exterior da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais.

.: DÊ LIVROS COMO BRINDES DE FIM DE ANO PARA OS SEUS CLIENTES

Eles duram muitos anos sendo utilizados pelos seus clientes e os funcionários deles! (mais do que a agenda, que fica durante apenas 1 ano)

LIVRO “Excelência no Atendimento ao Cliente!!” De Flávio Martins da Costa
Técnicas para atender melhor ao cliente

Valor : R$ 19,50

Adquira 100 livros “Excelência no Atendimento ao Cliente”
com a sua logomarca (*) na última capa (ao lado do código de barras) e mensagem personalizada para seus clientes na primeira página interna por apenas R$ 2.500,00.
Ou adquira 40 livros e ganhe sua logomarca (*)em 1,5 x 2,0 cms na última capa (ao lado do código de barras) da próxima edição juntamente com outros co-patrocinadores.(*) arquivo da logomarca e mensagens fornecidos pelo cliente.

Como adquirir:
contato@flaviomartins.com.br

.: LEIA TAMBÉM:
Reflexões sobre grupos e conflitos organizacionais (Edição 1).

O atendimento que encanta o cliente (Edição 2)


A Administração do tempo e suas influências na qualidade de vida e produtividade (Edição 3)

Momentos de Verdade (Edição 4)


Sua Majestade o cliente (Edição 5)

O Sucesso das empresas certificadas pela ISO 9000 (Edição 6).

Amostra Grátis (Edição 7)

Importância da escolha de prioridades (Edição 8)

Brindes ou presentes (Edição 9)

Reuniões produtivas (Edição 10)

Programa "5S" (Edição 11)

Delegação de autoridade (Edição 12)

Para excelência no atendimento: coloque o cliente externo em 2° lugar (Edição 13)

Bonificação em mercadorias (Edição 14)

Empatia e o atendimento (Edição 15)

Investir nos colaboradores para fidelizar os clientes (Edição 16)

Procrastinar: o péssimo hábito de adiar (Edição 17)

Economia com telefones (Edição 18)

O mundo perde Peter Krucker (Edição 19)

Exposição ou feira: tratamento tributário (Edição 20)

Gestão e Sucesso - Belo Horizonte
Webmaster: Consolação Resende
Copyright 2004 - Powered By: Flávio Martins